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Mais de 300 mil doses de vacina contra febre amarela chegam ao ES na próxima quarta

Geral

Mais de 300 mil doses de vacina contra febre amarela chegam ao ES na próxima quarta

As doses serão para os 23 municípios capixabas que têm limite com Minas Gerais e para as cidades onde foram encontrados macacos mortos com suspeita da doença

A Secretaria também solicitou o envio de 15 mil doses por mês para garantir o atendimento aos turistas que vem ao Estado Foto: ​Divulgação

Após a morte de macacos com suspeita de febre amarela e de dois casos suspeitos em humanos, o Ministérios da Saúde enviará, a partir desta terça-feira (17), 350 mil doses da vacina contra febre amarela para ação de bloqueio no Espírito Santo. A imunização é uma medida preventiva, uma vez que, até o momento, não há confirmação da doença no Estado. 

As doses serão para os 23 municípios capixabas que têm limite com Minas Gerais - que decretou emergência após a morte de mais de 30 pessoas - e para as cidades onde foram encontrados macacos mortos. 

A Secretaria também solicitou o envio de 15 mil doses por mês para garantir o atendimento aos turistas que vem ao Estado neste período de férias. Atualmente, a Sesa recebe 5 mil doses, por mês, do Ministério da Saúde. 

As vacinas serão distribuídas a estes municípios, que são responsáveis pela organização e aplicação da vacina em sua população. A vacinação contra febre amarela segue critérios recomendados pelo Programa Nacional de Imunização, e todos os municípios recebem orientações técnica sobre qual público deve ser vacinado e em qual situação deve ser aplicada a vacinação, ou seja, não pode ser administrada em qualquer pessoa, devendo seguir indicações e esquema vacinal.

O Ministério da Saúde alerta que, nos casos de pacientes com imunodeficiência, a administração da vacina deve ser condicionada à avaliação médica de risco-benefício. Pessoas com histórico de reação alérgica à substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina e outros produtos com proteína bovina), além de pacientes com histórico anterior de doenças do timo (miastenia gravis, timoma, ausência de timo ou remoção criúrgica) também deve buscar orientação profissional.  

 A Sesa reforça que quem mora nos outros municípios do Estado não precisa ser vacinado, a menos que vá se deslocar para áreas de risco. O Ministério da Saúde passou a recomendar a aplicação de duas doses da vacina contra febre amarela, válidas para a vida toda, e não mais uma dose a cada dez anos. Por isso, quem planeja sair do estado e viajar para áreas de risco de febre amarela deve se certificar de que está devidamente protegido contra a doença. O viajante deve buscar uma unidade municipal de saúde caso ainda não tenha tomado a primeira dose da vacina ou a dose de reforço. Se for a primeira vez que a pessoa é vacinada, a dose deve ser aplicada pelo menos dez dias antes da viagem para que o organismo produza anticorpo contra a doença.

Quanto aos viajantes internacionais, alguns países exigem a apresentação do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), que é obtido mediante apresentação do Cartão Nacional de Vacinação – comprovante válido em todo o território brasileiro – em um Centro de Orientação do Viajante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No Espírito Santo, o Centro de Orientação do Viajante funciona no aeroporto de Vitória.

Municípios:

1. Água Doce do Norte
2. Alto Rio Novo
3. Baixo Guandu
4. Barra de São Francisco 
5. Brejetuba
6. Divino São Lourenço 
7. Dores do Rio Preto
8. Guacui
9. Ibatiba
10. Ibitirama
11. Irupi
12. Iúna
13. Laranja da Terra
14. Mantenópolis
15. Montanha
16. Mucurici
17. Pancas
18. Afonso Cláudio 
19. Ecoporanga
20. Colatina
21. Itaguaçu
22. Governador Lindemberg
23. Conceição do Castelo

Contraindicações: 

Crianças menores de 6 meses de idade.
Pacientes com imunodepressão de qualquer natureza.
Pacientes infectados pelo HIV com imunossupressão grave.
Pacientes em tratamento com drogas imunossupressoras (corticosteroides, quimioterapia,radioterapia, imunomoduladores).
Pacientes submetidos a transplante de órgãos.
Pacientes com imunodeficiência primária.
Pacientes com neoplasia.
Indivíduos com história de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina bovina ou outras).
Pacientes com história pregressa de doenças do timo (miastenia gravis, timoma, casos de ausência de timo ou remoção cirúrgica).
A administração deve ser analisada caso a caso na vigência de surtos.
Febre amarela

Uma pessoa com febre amarela apresenta, nos primeiros dias, sintomas parecidos com os de uma gripe. Entretanto, esta é uma doença grave, que pode complicar e levar à morte. Os sintomas mais comuns são febre alta e calafrios, mal-estar, vômito, dores no corpo, pele e olhos amarelados, sangramentos, fezes cor de “borra de café” e diminuição da urina.

A febre amarela silvestre é transmitida pela picada de mosquitos Haemagogus e Sabethes, que vivem em matas e vegetações à beira dos rios. Quando o mosquito pica um macaco doente, torna-se capaz de transmitir o vírus a outros macacos e ao homem. A forma silvestre da doença é endêmica nas regiões tropicais da África e das Américas.

Nas cidades, a doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue, zika e chikungunya. De acordo com o coordenador do Centro de Emergências em Saúde Pública da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Gilton Almada, pessoas que fazem ecoturismo ou que entram em matas por algum outro motivo correm o risco de serem picadas pelo mosquito Haemagogus infectado e contrair a doença. De volta à área urbana, essas pessoas podem ser picadas pelo Aedes aegypti, podendo dar início à reurbanização da doença. O último caso de febre amarela urbana no Brasil ocorreu no Acre em 1942.