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Juiz prorroga prazo de prisão temporária de acusados de assassinar médica Milena Gottardi

Geral

Juiz prorroga prazo de prisão temporária de acusados de assassinar médica Milena Gottardi

Dionathas Alves, Bruno Rodrigues, Valcir Dias, Hermenegildo Palauro, Esperidião Frasson e Hilário Frassson tiveram a prisão prorrogada pelo prazo de 30 dias

Foi prorrogada a prisão temporária dos seis acusados de participação no assassinato da médica Milena Gottardi Frasson, de 38 anos. A decisão é do juiz da 1ª Vara Criminal de Vitória Marcos Pereira Sanches. Dionathas Alves Vieira, Bruno Rodrigues Broetto, Valcir Da Silva Dias, Hermenegildo Palauro Filho, Esperidião Carlos Frasson e Hilário Antônio Fiorot Frassson tiveram a prisão prorrogada pelo prazo de 30 dias.

"Verifico que remanesce a necessidade da prisão dos suspeitos para que a autoridade policial possa concluir suas diligências e para preservar futura coleta de outras provas, mormente procedendo a escorreita verificação de provas que estão sendo carreadas na medida cautelar sigilosa acrescida da reinquirição de algumas das testemunhas ou a oitiva de faltantes para esclarecimentos que se façam necessários, dentre outras medidas que a autoridade policial e órgão ministerial entendam ainda cabíveis", diz o juiz na decisão.

Segundo o juiz, os representados, em liberdade, podem constranger testemunhas ou até eliminá-las, com o intuito de se livrarem dos rigores da aplicação da lei. O juiz cita ainda que há fortes suspeitas de coação praticada por Hilário, ex-marido da médica e apontado como mandante do crime. "Há notícias de conduta com conotação intimidatória por parte do suspeito Hilário, o qual, inclusive, apresentava-se na porta do estabelecimento de ensino da filhas portando ostensivamente arma de fogo".

A decisão também cita coação cometida por parte de Hermenegildo. "Diversa não é a situação do outro suspeito de ordenar a morte da vítima, porquanto há relato de ser pessoa temida na localidade de Timbuí, com possível envolvimento em outros dois homicídios, inclusive o da própria cunhada, além da informação de ter amarrado uma pessoa a um cavalo e arrastá-la por discordar da opção sexual".

O juiz finaliza ressaltando a solicitação de medidas de proteção para o acusado de ser o executor do crime, Dionathas. "Tamanho o temor exteriorizado nos presentes autos que o próprio suspeito de ser o autor dos disparos de arma de fogo contra a vítima solicitou medidas especiais de proteção a este juízo (fls. 359/360). Se o medo aflige quem se encontra recolhido em unidade prisional, quiçá os que não contam com pronta e imediata tutela estatal", considera.

Polícia Civil pede prorrogação

A Polícia Civil pediu prorrogação da prisão dos suspeitos de envolvimento na morte da médica Milena Gottardi. A informação foi confirmada pelo delegado responsável pelo caso, Janderson Lube.

Um dos motivos para o pedido de prorrogação da prisão de Hilário é o medo que as testemunhas sentem dele e também porque ele infringiu o Código de Ética da Instituição Policial. Já em relação à Esperidião, pesa o fato de ele já responder por outros processos criminais, incluindo a suspeita de ter mandado assassinar uma cunhada.

O advogado de Dionathas e Bruno, Leonardo Rocha, alega que o pedido pode resultar no atraso da conclusão do caso. Ele afirma que vai entrar com pedido de revogação da prisão dos clientes. O advogado dos outros suspeitos disse que irá esperar a finalização do inquérito para traçar a linha de defesa.

O crime

Milena Gottardi Tonini Frasson foi baleada no dia 14 setembro quando estava acompanhada de uma amiga em uma área utilizada como estacionamento do Hospital das Clínicas, em Vitória. A vítima foi atingida por três disparos. O criminoso fugiu sem levar nenhum dos pertences das médicas.

O crime aconteceu por volta de 16 horas quando Milena havia saído do plantão e seguia em direção ao carro dela. Segundo a testemunha, que acompanhava Milena, o local é tido como perigoso em virtude da ocorrência de outros crimes. Quando chegaram ao veículo, um homem armado anunciou o assalto. Ela disse que o assaltante pediu chave do carro e bolsa.

Ao suposto assaltante, Milena teria dito que a bolsa estava no porta-malas e a pediu para buscar. A testemunha informou que o criminoso estava bastante confuso e nervoso. Ela contou que fizeram tudo o que o criminoso queria, mas ainda assim ele atirou por três vezes. Os disparos atingiram o rosto da médica.

Milena morreu na tarde do dia 15 de setembro, após ficar mais de 24 horas internada em estado de "extrema gravidade", de acordo com boletim divulgado pela Unimed Vitória. Segundo o hospital onde a médica estava internada, a morte ocorreu por edema cerebral difuso (por conta da extensão do dano), às 16h50.