
A Mattel lançou a primeira boneca Barbie que representa pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O desenvolvimento ocorreu ao longo de mais de 18 meses, com estudos e pesquisas realizados em colaboração com a Autistic Self Advocacy Network (ASAN), organização não governamental liderada por pessoas autistas e voltada à defesa de direitos dessa comunidade. Segundo Colin Killick, diretor executivo da ASAN, a iniciativa busca ampliar a representatividade para jovens autistas por meio de referências reconhecíveis.
A nova boneca passa a integrar a linha Barbie Fashionista, que reúne mais de 175 versões com diferentes características físicas. A ação faz parte da estratégia da Mattel de ampliar a diversidade em seus produtos. De acordo com Jamie Cygielman, líder global de bonecas da empresa, a marca tem como objetivo refletir diferentes realidades presentes no cotidiano das crianças. Nos últimos anos, a linha incluiu uma Barbie com Síndrome de Down, uma com deficiência visual e versões inspiradas em pessoas brasileiras com deficiência.
Durante o processo de criação da boneca com TEA, representantes da ASAN contribuíram com orientações sobre características comuns à vivência de pessoas autistas. A boneca possui articulações nos cotovelos e pulsos, que permitem movimentos associados à autoestimulação, como o agitar das mãos. O olhar é levemente direcionado para o lado, em referência ao fato de que algumas pessoas autistas evitam contato visual direto.
O conjunto inclui ainda acessórios relacionados ao cotidiano de parte da comunidade autista, como um fidget spinner, fones de ouvido com cancelamento de ruído e um tablet com aplicativo de Comunicação Alternativa e Aumentativa. As roupas e os calçados foram projetados com foco em conforto e liberdade de movimento.