
Estudos recentes analisam possíveis fatores associados à ocorrência da síndrome de Down, condição genética causada pela presença de uma cópia extra do cromossomo 21. Embora a trissomia 21 ocorra, em geral, de forma aleatória no momento da concepção, algumas circunstâncias têm sido apontadas como de maior probabilidade para o surgimento da alteração.
Fatores de Risco da Síndrome de Down
Fatores de risco observados
De acordo com especialistas, quatro fatores concentram a maior parte das evidências científicas conhecidas:
Idade materna superior a 35 anos — O risco de um bebê nascer com síndrome de Down aumenta conforme a idade da gestante. Estimativas indicam uma chance de 1 em 350 aos 35 anos e de 1 em 30 aos 45, segundo a National Down Syndrome Society.
Alterações no metabolismo do folato — Pesquisas sugerem que a forma como o organismo da mãe processa o folato, vitamina essencial na gestação, pode ter relação com a trissomia 21, ainda que as evidências não sejam conclusivas.
Translocação cromossômica herdada — Em casos menos frequentes, um dos pais pode portar uma translocação cromossômica, o que eleva o risco de recorrência da síndrome em futuras gestações. Quando a mãe é portadora, a probabilidade pode variar entre 10% e 15%.
Histórico familiar — Casais que já tiveram um filho com síndrome de Down apresentam risco ligeiramente maior de recorrência e, por isso, costumam ser orientados a realizar acompanhamento genético antes de novas gestações.
Prevenção e Acompanhamento
Probabilidade e prevenção
Os pesquisadores destacam que esses fatores representam apenas aumento de risco, não uma causa direta. Na maioria dos casos, a síndrome de Down decorre de alterações cromossômicas espontâneas, sem influência de hábitos ou condições durante a gravidez.
Embora não exista forma de prevenção específica, recomenda-se acompanhamento pré-natal adequado, alimentação equilibrada e suplementação de vitaminas como medidas gerais de cuidado com a saúde materna e fetal.