
Uma fábrica de alambrados e concertinas foi inaugurada dentro da Penitenciária Semiaberta de Vila Velha (PSVV). O projeto utiliza a mão de obra dos presos para fabricar materiais que serão usados na reestruturação das unidades prisionais e em prédios públicos de todo o Espírito Santo.
Atualmente, cinco detentos atuam na fábrica de forma remunerada. Além do salário, o trabalho garante a remição de pena (a cada três dias trabalhados, um é subtraído da condenação).
Os internos passaram por uma capacitação técnica de 40 horas para operar as máquinas e manusear os materiais com segurança.
Economia e produção
A produção começou em regime de teste no final de 2025 e já apresenta resultados: 700 metros de alambrado foram confeccionados e destinados à unidade prisional de Marataízes.
O secretário de Estado da Justiça (Sejus), Rafael Pacheco, destacou que a produção não ficará restrita aos presídios.
Vamos poder oferecer esses materiais para escolas, hospitais, delegacias e quartéis da Polícia Militar. Esse projeto garante oportunidades e um futuro para os internos e suas famílias
Rafael Pacheco, secretário de Estado da Justiça
Ressocialização
A iniciativa busca ensinar responsabilidade e disciplina, preparando os detentos para o mercado de trabalho após o cumprimento da pena. O foco é integrar o aprendizado técnico ao comportamento profissional, visando uma reintegração social mais eficaz.