
Couro vegano vem do petróleo bruto – e seu custo ambiental está longe de ser gentil
“Couro vegano” soa compassivo, mas sua realidade é bem menos suave. A maioria do couro vegano é simplesmente de plástico – PVC ou PU – feita de petróleo bruto, um dos recursos não renováveis mais prejudiciais ao meio ambiente do mundo.
Antes que uma única jaqueta de couro “vegano” chegue à prateleira, o petróleo bruto deve ser perfurado, transportado e refinado. Cada etapa traz consequências graves: perturbação do habitat, vazamentos, emissões de carbono e poluição do ar devido ao refino de refeições. O que começa como óleo vira plástico – e o que começa como plástico – se torna um problema de longo prazo.
Uma vez que esses materiais sintéticos entram no uso diário, continuam a prejudicar o meio ambiente. O couro à base de plástico elimina microplásticos a cada uso, cada flexão, cada lavagem. Essas partículas se acumulam em cursos d’água, solo, oceanos, vida selvagem… e agora, em corpos humanos. Eles não desaparecem. Eles se multiplicam.
E no fim da vida? Couro vegano não se biodegrada – ele fica.
PVC e PU podem permanecer em aterros sanitários por séculos, prendendo produtos químicos e ocupando espaço em um sistema já transbordando. Cada saco, sapata ou jaqueta sintética descartada se torna um residente “para sempre” do aterro.
Escolher materiais não é apenas uma questão de estilo, é uma decisão ambiental.
Entender que a maior parte do couro vegano é de plástico reformula a conversa: sustentabilidade não pode vir de petróleo, poluição, microplásticos e permanência.
A verdadeira mudança começa com materiais honestos.
Fonte: Is it Leather? Advocating for Real, Ethical and Sustainable Leather