
O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) vai instalar uma nova estação automática de monitoramento da qualidade do ar, desta vez no campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes) localizado no bairro Soteco, em Vila Velha.
Esse equipamento de monitoramento na região central de Vila Velha vai substituir a antiga estação Vila Velha Centro, desativada em 2021 devido a furtos e arrombamentos.
Segundo o Iema, a estação será instalada em um abrigo móvel. O novo monitoramento terá analisadores de gases (SO₂ e NOₓ), material particulado (MP10 e MP2,5) e coletores para monitoramento manual de poeira sedimentável (PS), além de sensores meteorológicos.
A estação foi viabilizada por meio de uma parceria entre o Iema e o Ifes, formalizada por meio do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) assinado em setembro de 2024.
Essa nova estação será um marco na gestão da qualidade do ar na Grande Vitória. A região próxima ao Centro de Vila Velha estará novamente contemplada com monitoramento da qualidade do ar, o que representa um avanço significativo desde o início da operação da rede de monitoramento desde 2000″.
Vinicius Rocha Silva, coordenador de Qualidade do Ar do Iema.
A nova estação será também um dos pontos de monitoramento do Estudo de Caracterização e Identificação de Fontes do Material Particulado da Grande Vitória, projeto que está sendo desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN).
No local, serão instalados analisadores e coletores que permitirão a coleta de material particulado para análises científicas.
A empresa responsável pela implantação da estação já foi contratada, e as atividades de planejamento das obras e do projeto de instalação estão em estágio inicial. A expectativa é que a estação entre em operação em junho deste ano.
Com esta ação, haverá o monitoramento ambiental e a promoção de ações de educação ambiental, que envolverão a comunidade local e a academia, além de contribuir para o avanço da pesquisa científica na área”.
Mário Louzada, diretor-geral do Iema.