
As saíras sempre exerceram um fascínio especial sobre mim. Pequenas, inquietas e incrivelmente coloridas, parecem ter sido pintadas à mão com todos os tons possíveis das florestas.
Sempre que observo um bando dessas aves, a sensação é a mesma: como se a floresta tivesse decidido enfeitar os cenários.
Ao longo dos anos, tive a oportunidade de registrar diferentes espécies de saíras em diversos biomas e países. Cada encontro reforça a ideia de que a natureza também é arte, uma arte viva, dinâmica e frágil. Fotografar essas aves é uma forma de valorizar e dar visibilidade a uma biodiversidade que precisa ser conhecida para ser protegida.
A observação de aves, muito fomentada por entusiastas como eu, pode ser uma grande aliada para a conservação da biodiversidade, trazendo recursos que podem levar ao desenvolvimento sustentável de regiões prioritárias para a conservação.
A seguir, estão as espécies de saíras e saís, que fazem parte dessa seleção de registros, que fiz ao longo da minha trajetória na fotografia de natureza, pela América Latina:
1 – Saíra-Sete-Cores (Tangara seledon)
2 – Cambada-de-chaves (Tangara brasiliensis)
3 – Saí-andorinha (Tersina viridis)
4 – Saí-azul (Dacnis cayana)
5 – Saí-canário (Thlypopsis sordida)
6 – Saíra-amarela (Stilpnia cayana)
7 – Saíra-andina-de-barriga-vermelha (Anisognathus igniventris)
8 – Saíra-andina-de-capuz (Buthraupis montana)
9 – Saíra-andina-lacrimosa (Anisognathus lacrymosus)
10 – Saíra-apunhalada (Nemosia rourei)
11 – Saíra-beija-flor (Cyanerpes cyaneus)
12 – Saíra-de-barrete-preto (Stilpnia heinei)
13 – Saíra-de-cabeça-castanha (Tangara gyrola)
14 – Saíra-de-chapéu-preto (Nemosia pileata)
15 – Saíra-de-papo-prateado (Tangara icterocephala)
16 – Saíra-de-papo-preto (Hemithraupis guira)
17 – Saíra-diamante (Tangara velia)
18 – Saíra-dourada (Tangara arthus)
19 – Saíra-douradinha (Tangara cyanoventris)
20 – Saíra-ferrugem (Hemithraupis ruficapilla)
21 – Saíra-galega (Hemithraupis flavicollis)
22 – Saíra-lagarta (Tangara desmaresti)
23 – Saíra-militar (Tangara cyanocephala)
24 – Saíra-negaça (Ixothraupis punctata)
25 – Saí-verde (Chlorophanes spiza)
26 – Saíra-viúva (Pipraeidea melanonota)
Essas aves nos lembram, com seus pios e cores vibrantes, que a floresta guarda verdadeiras joias vivas. Valorizar, observar e registrar é também um gesto de cuidado.
Eu particularmente adoro encontrar os bandinhos de saíras-sete-cores aqui na Mata Atlântica capixaba.
👉 E você, qual dessas espécies já teve a sorte de observar na natureza? Qual mais te impressiona?
