
Ao longo da minha trajetória como fotógrafo de natureza, cada encontro com essas aves foi um acontecimento à parte. Não apenas pelo impacto visual, mas pelo que elas representam dentro da floresta: abundância, equilíbrio e conexão entre espécies.
Até hoje, tive o privilégio de registrar 14 espécies diferentes de tucanos e araçaris. Cada fotografia carrega uma história própria, às vezes de longas horas de espera, às vezes de encontros inesperados, quase sempre de silêncio respeitoso e atenção plena.
– Tucano-de-bico-preto (Ramphastos vitellinus)
– Tucanuçu (Ramphastos toco)
– Araçari-de-bico-branco (Pteroglossus aracari)
– Araçari-de-bico-riscado (Pteroglossus inscriptus)
– Tucano-de-flancos-amarelos (Andigena laminirostris)
– Tucano-de-bico-verde (Ramphastos dicolorus)
– Tucano-de-Papo-Branco (Ramphastos tucanus)
– Araçari-Poca (Selenidera maculirostris)
– Araçari-Castanho (Pteroglossus castanotis)
– Tucano-de-Peito-Cinza (Andigena hypoglauca)
– Saripoca-de-Coleira (Selenidera reinwardtii)
– Araçari-Banana (Pteroglossus bailloni)
– Araçari-Mulato (Pteroglossus beauharnaisii)
– Tucaninho-de-Rabadilha-Vermelha (Aulacorhynchus haematopygus)
No mundo, são reconhecidas cerca de 36 espécies dessas aves. Ter conseguido observar e fotografar quase metade delas é algo que encaro menos como uma conquista pessoal e mais como um reflexo dos caminhos que a natureza me permitiu trilhar.
Tucanos e araçaris do Espírito Santo
O Espírito Santo ocupa uma posição especial quando falamos dessas aves. Inserido no coração da Mata Atlântica, o Estado ainda abriga espécies emblemáticas como o tucano-de-bico-preto, o tucano-de-bico-verde, o araçari-poca e o araçari-de-bico-branco. Mais recentemente, devido à destruição das florestas, os tucanuçus estão também cada vez mais presentes por aqui.
Os tucanos e araçaris são aves que dependem diretamente de florestas maduras, com árvores frutíferas e corredores ecológicos bem conectados. Seus bicos são adaptados para uma alimentação muito específica, então sua presença simboliza uma floresta viva!
Observar é o primeiro passo para conservar
Registrar tucanos e araçaris é, para mim, uma forma de contar histórias sobre a floresta que ainda resiste. Um convite para que mais pessoas observem, conheçam e se importem. Porque ninguém protege aquilo que não conhece.
Que venham mais encontros, mais silêncios compartilhados e mais oportunidades de mostrar que essas aves não são peças fundamentais de um sistema vivo que precisa continuar existindo.
E você, qual dessas espécies já teve a sorte de ver na natureza?





