A administradora Larissa Pompermaier, capixaba de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, que mora nos Estados Unidos há oito anos, fez registros de ruas após uma tempestade de neve que atingiu o estado de Massachusetts neste domingo (25).

Ela, que mora na cidade de Fall River, conta que esta é a nevasca mais tensa a atingir a região desde 2016.

A tempestade no inverno intenso deixou pelo menos 10 mortes nos EUA. As condições do tempo geraram alertas para que as pessoas evitem estradas, cancelamentos em massa de voos e cortes de energia.

Reprodução/Arquivo Pessoal

A tempestade já era esperada pela previsão do tempo. Larissa conta que, dias antes da nevasca, pessoas lotaram os supermercados para estocar itens como comida e lanternas, caso a energia na cidade fosse cortada.

Veja o vídeo:

De acordo com a administradora, a nevasca deixou pessoas presas em casa, sem poder trabalhar, além de fechar escolas.

“Apesar de ser comum a neve nessa temporada de inverno, passamos por uma nevasca muito intensa. Isso afetou toda nossa rotina, com escolas fechadas, pessoas presas dentro de casa, superlotação em mercados durante os dias que antecederam a nevasca”, contou.

Frio intenso e previsão de nova nevasca

Atualmente, a cidade enfrenta uma onda de frio intenso, de cerca de 16 graus negativos. De acordo com a administradora, a previsão é que a sensação térmica atinja 40 graus negativos no decorrer da semana.

Para piorar a situação, há previsão de que uma nova nevasca atinja a cidade no próximo fim de semana, o que faz com que a tensão cresça.

Reprodução/Arquivo Pessoal

“Não sabemos como vai ser nos próximos dias, porque já estamos presos em casa desde sexta-feira à noite. Ainda estamos sem previsão de poder andar pelas ruas de carro, tudo segue cancelado e afetando nossa rotina. Tenho um filho autista de 5 anos, que está sem receber as terapias por conta da neve”, relatou.

Com as pessoas presas nas residências, a família da administradora também tem problemas no orçamento da casa. Como o marido não pode trabalhar, o salário é afetado, uma vez que nos Estados Unidos, as remunerações ocorrem por hora trabalhada.

Apesar disso, a família abasteceu a casa de comida antes da nevasca. No entanto, com as pistas intransitáveis, ir ao mercado se tornou uma uma missão complicada.

Ela conta que a prefeitura tem tomado providências para limpar as ruas, o que facilitaria atividades diárias.

“Se o frio aumentar muito corre o risco dos canos do aquecimento da casa congelarem e ficarmos sem aquecimento. Mas, apesar de todos os transtornos, o estado em que vivemos é muito preparado, possui carros de remoção de neve, alerta para moradores. Nas ruas principais da cidade já estão limpando com carros apropriados e estão fazendo o possível para manter a energia da cidade”, disse.

Guilherme Lage, repórter do Folha Vitória
Guilherme Lage

Repórter

Formado em Jornalismo, é repórter do Folha Vitória desde 2023. Amante de música e cinema.

Formado em Jornalismo, é repórter do Folha Vitória desde 2023. Amante de música e cinema.