Conselho da ONU se reúne nesta segunda (Foto: ONU/Divulgação)
Conselho da ONU se reúne nesta segunda (Foto: ONU/Divulgação)

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reunirá nesta segunda-feira (5), para discutir a operação americana de captura do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.

A reunião de emergência, prevista para às 12h no horário de Brasília, foi solicitada pela Venezuela. O pedido foi transmitido pela Colômbia, que acaba de ingressar no Conselho de Segurança, segundo fontes diplomáticas.

O Conselho de Segurança da ONU é composto por 15 membros: cinco permanentes (Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China) e dez não permanentes, eleitos pela Assembleia Geral para mandatos de dois anos. A Colômbia é a atual representante da América do Sul entre os membros não permanentes.

A secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, afirmou no sábado (3), que o Brasil deve participar da conversa.

Em texto publicado na manhã de sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou o ataque promovido pelo governo de Donald Trump e disse que a ofensiva norte-americana ultrapassa “uma linha inaceitável” e representa “uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela”.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou em comunicado divulgado no sábado estar “profundamente alarmado” com a ação militar dos EUA.

Segundo ele, a escalada da tensão na Venezuela traz “potenciais implicações preocupantes para a região”. “Independentemente da situação na Venezuela, tais acontecimentos constituem um precedente perigoso”, afirmou.

Maduro será apresentado à Justiça dos EUA nesta segunda

Maduro e sua mulher, Cilia Flores, foram capturados no sábado, em Caracas, após uma operação militar americana. O Exército dos EUA invadiu o território venezuelano durante a madrugada, lançou bombas e, em poucas horas, realizou a extração do casal, sem enfrentar forte resistência.

Maduro e Cilia deverão se apresentar à Justiça dos EUA em audiência marcada para às 14h (no horário de Brasília) desta segunda-feira, no Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan, em Nova York.

*Com informações da AFP