Fumaça sobe no Aeroporto de La Carlota, base aérea militar em Caracas, após explosões dos ataques dos EUA ao país. Foto: Matias Delacroix/Associated Press/ Estadão Conteúdo
Fumaça sobe no Aeroporto de La Carlota, base aérea militar em Caracas, após explosões dos ataques dos EUA ao país. Foto: Matias Delacroix/Associated Press/ Estadão Conteúdo

O mundo foi pego de surpresa com ataques dos Estados Unidos a bases militares da Venezuela. Os ataques repercutiram pelas redes sociais e causaram reações conflitantes, dentre elas, de lideranças políticas do Espírito Santo.

Além dos bombardeios, o presidente venezuelano Nicolás Maduro foi preso e levado à força para os Estados Unidos, acompanhado da primeira-dama Cilia Flores.

Com a prisão de Maduro, a cadeira da presidência venezuelana ficou vaga e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o país norte-americano será responsável por gerir a Venezuela, o que causou incerteza sobre o futuro político do país e quais serão os impactos na região.

Pelas redes sociais, o governador Renato Casagrande (PSB) comentou os ataques. Mantendo o tom ponderado, afirmou não concordar com a posição política de Maduro, mas condenou a invasão, o que classificou como um “desrespeito à soberania” da Venezuela.

“Não concordo com o autoritarismo e as práticas adotadas por Maduro na Venezuela. Da mesma forma, não concordo com intervenções externas que desrespeitam a soberania dos países. Democracia e direitos humanos não se constroem com imposições, mas com diálogo, responsabilidade e respeito internacional”, afirmou.

Em contrapartida, houve quem apoiou explicitamente a ação dos Estados Unidos, como foi o caso do senador Magno Malta (PL).

Pelo X, antigo Twitter, Malta afirmou que a queda de Maduro não é um ataque à soberania, mas “o início da reconstrução da liberdade na Venezuela”.

“Maduro não é um líder legítimo, é um ditador que oprime seu povo, destruiu a economia e transformou o país em base do narcotráfico e de grupos armados que desestabilizam toda a América Latina”, disse.

O senador também criticou a postura do presidente Lula, que afirmou, também pelas redes sociais, que o ataque dos Estados Unidos ultrapassou o inaceitável.

“Enquanto Lula corre para defender ditadores em nome de uma falsa retórica ‘anti-imperialista’, milhões de venezuelanos fogem da fome, da repressão e da miséria”, afirmou.

Na direção contrária, o também senador Fabiano Contarato (PT), definiu como preocupante a ação norte-americana.

Segundo ele, os ataques têm reflexos ainda incalculáveis e ampliam o sofrimento da população, já fragilizada. “O caminho que melhor protege vidas de inocentes e a estabilidade regional da América Latina é o do diálogo, da diplomacia e do respeito ao direito internacional. A história já nos ensinou que interferências externas só aprofundam conflitos e nos afastam da paz”, disse.

Compartilhando a posição de Magno Malta, o deputado federal Evair de Melo (PP) também celebrou a prisão de Nicolás Maduro e os ataques à Venezuela.

“Hoje a América Latina vive um momento histórico rumo à liberdade. A captura de Maduro era necessária e marca o início de uma nova era. Os povos latino-americanos não aguentam mais ditaduras de esquerda que causam fome, miséria e caos. Parabéns ao presidente Donald Trump.”

Guilherme Lage, repórter do Folha Vitória
Guilherme Lage

Repórter

Formado em Jornalismo, é repórter do Folha Vitória desde 2023. Amante de música e cinema.

Formado em Jornalismo, é repórter do Folha Vitória desde 2023. Amante de música e cinema.