
Um tiroteio foi registrado noite desta segunda-feira, 5, perto do palácio presidencial Miraflores, no centro de Caracas, na Venezuela. A situação está sob controle, informou uma fonte próxima ao governo à agência AFP.
Ainda de acordo com a mesma fonte, drones não identificados começaram a sobrevoar o Palácio Miraflores, e as forças de segurança venezuelana reagiram com disparos. A origem dos artefatos não foi informada.
Os tiros foram registrados por moradores por volta das 20h do horário local (às 21h no horário de Brasília) e publicados nas redes sociais. Pelas imagens, é possível ver rajadas de disparos cruzando o céu na capital venezuelana.
“Parecia o som de detonações, muito seguidas”, disse à AFP um morador que vive a cinco quadras do Palácio de Miraflores. “A primeira coisa que me veio à mente foi verificar se havia aviões sobrevoando, mas não havia”, disse.
“Só vi duas luzes vermelhas no céu”, acrescentou, sob condição de anonimato. “Durou aproximadamente um minuto.”
Conforme a agência, vídeos mostram o palácio presidencial às escuras e projéteis sendo disparados. Ouvem-se rajadas seguidas de detonações. Agentes da polícia também são vistos nas proximidades do Palácio de Miraflores, segundo as imagens.
O Ministério da Comunicação do governo venezuelano ainda não se manifestou até a última atualização deste texto.
O tiroteio acontece em um momento de tensão no país. No sábado, o ditador e líder venezuelano Nicolás Maduro foi preso após uma ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela.
Nesta segunda, a ex-vice-presidente Delcy Rodríguez, aliada de Maduro, tomou posse como presidente interina do País no edifício do Parlamento do país. A líder foi empossada por seu irmão, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.
Também nesta segunda, o presidente Donald Trump afirmou em entrevista à NBC News, que os Estados Unidos não estão em guerra com a Venezuela descartou a possibilidade de a Venezuela passar por uma nova eleição em 30 dias.
“Não, não estamos (em guerra). Estamos em guerra com quem vende drogas. Estamos em guerra com quem esvazia suas prisões em nosso país, com seus viciados em drogas e com seus hospitais psiquiátricos”, afirmou o presidente dos EUA.
“Primeiro precisamos consertar o país. Não dá para ter eleição. Não há a menor chance de as pessoas sequer votarem”, acrescentou