O Estado Populista e a Conta para os Empreendedores

Incentivos fiscais. Subsídios. Auxílios. Os ideais populistas que se sobressaem no Brasil e em muitos outros países no mundo, manifestam que o Estado deve suprir diversas necessidades do indivíduo – saúde, segurança, educação, emprego, moradia, bem-estar social. O assistencialismo pode parecer uma ideia atraente e altruísta para muitos, mas o que não se vê é que não é sustentável sobreviver às custas daquele que só sobrevive às custas de todos – o Estado. O verdadeiro caminho da prosperidade só é trilhado com liberdade e, nesse caso, não existe meio termo: ou se é livre, ou não se é.

Nesse cenário, um constante debate diz respeito aos mais vulneráveis. Se o indivíduo nasceu em uma família de baixa renda, que não tem condições financeiras de arcar com uma moradia digna, alimentação nutritiva e educação de qualidade, seria papel do Estado prover o mínimo para essas pessoas? Como bem ilustrado por Frédéric Bastiat, na obra O que se Vê e o que Não se Vê, o que não se vê nessas situações é que, para o Estado conseguir suprir as necessidades desses indivíduos, os recursos serão originados de mais impostos, ou de mais impressão de dinheiro – duas formas de corroer a prosperidade de uma nação.

Outra grande distorção nas intenções assistencialistas é o favorecimento de setores específicos e dos “amigos do rei”. Grupos de pressão e lobistas corruptos ajudam a criar leis, mecanismos e incentivos fiscais para favorecer seus próprios interesses. Mas não existe almoço grátis: essa conta também é paga pelo restante da população.

A Necessidade de Pragmatismo e Liberdade

A conclusão é que precisamos ser pragmáticos. A conta chega. Precisamos substituir as ideias de paternalismo estatal por ideias de liberdade. Em vez de diversos incentivos e auxílios a grupos específicos, os governos devem priorizar a segurança à população. Apenas o livre mercado pode prover a verdadeira prosperidade aos indivíduos. A liberdade do consumidor de escolher livremente é o principal mecanismo de seleção dos mais eficientes. Uma menor carga tributária é o maior incentivador ao empreendedorismo. Com mais liberdade e menos peso do Estado nos negócios e nos indivíduos, naturalmente toda a população terá seu patamar de qualidade de vida elevado, na trilha certa para possibilitar uma vida mais próspera, abundante e livre a todos.