Foto: Toninho Ribeiro
Foto: Toninho Ribeiro

A Polícia Civil concluiu inquérito que investigava ataques a ônibus em Vitória registrados em janeiro de 2025 e apontou que os crimes foram ordenados após um jovem de 22 anos ser morto durante confronto com a Polícia Militar no Bairro da Penha.

Os ataques aconteceram nos dias 20 e 21 de janeiro, e foram ordenados por lideranças do Primeiro Comando de Vitória (PCV) após a morte de Wilvester Rodrigues Vieira Domiciano, o Formiga, que era suspeito de crime.

À época, a Polícia Militar informou que Formiga estaria armado e, ao notar a presença de policiais no Bairro da Penha, abriu fogo contra os militares, que revidaram. Ele foi baleado e morreu.

Foram identificados e indiciados oito suspeitos, sendo quatro adolescentes e quatro maiores de idade: Erick de Oliveira da Cunha, 19, Geremias Lima da Silva, 19, Iarley Cristofer dos Santos, 19, e Kainã dos Santos da Silva, 21.

Erick, Geremias, Iarley e Kainã – Foto: Reprodução/PCES

Identificação dos suspeitos

O ataque aconteceu no dia 21 de janeiro, um dia após a morte de Formiga. Os oito suspeitos estavam em outro ônibus, mas notaram o segundo coletivo estacionado e o invadiram.

Eles tentaram atear fogo ao ônibus, mas não conseguiram. Como a tentativa de incêndio fracassou, passaram a atirar pedras no coletivo. A Polícia Militar foi acionada e conseguiu imagens de videomonitoramento que levaram à identificação dos suspeitos.

De acordo com a Polícia Civil, Erick, Geremias, Iarley e Kainã foram presos entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026.

Ônibus incendiado no Sambão do Povo

Além do ataque em Santo Antônio, pelo qual já foram indiciados, os suspeitos também são investigados por um incêndio a um coletivo nas imediações do Sambão do Povo, na noite de 20 de janeiro de 2025.

À época do crime, três suspeitos, um deles com o rosto coberto, entraram no ônibus e mandaram o motorista descer. Logo em seguida atearam fogo ao veículo, que ficou totalmente destruído. Não havia passageiros no coletivo no momento do ataque.

Foto: Reprodução TV Vitória

De acordo com o delegado Gabriel Monteiro, responsável pelas investigações, os crimes obedecem a características do PCV, como utilização de menores de idade.

Nós já sabemos que é modus operandi dessa facção, Primeiro Comando de Vitória, ordenar e tentar retaliar ações estatais. Com isso, eles cooptam moradores de rua, adolescentes, pessoas facilmente substituíveis, tentando atrapalhar a forma de a polícia investigar. Através de videomonitoramento e ferramentas de inteligência, conseguimos identificar quatro maiores de idade e quatro adolescentes.”

Gabriel Monteiro, delegado

De acordo com a Polícia Civil, os quatro maiores de idade responderão por associação criminosa, corrupção de menores e incêndio criminoso.

Os quatro adolescentes responderão por atos infracionais análogos aos três mesmos crimes. Os processos dos menores seguem em segredo de Justiça.

*Com informações da repórter Luciana Leicht, da TV Vitória/Record

Guilherme Lage, repórter do Folha Vitória
Guilherme Lage

Repórter

Formado em Jornalismo, é repórter do Folha Vitória desde 2023. Amante de música e cinema.

Formado em Jornalismo, é repórter do Folha Vitória desde 2023. Amante de música e cinema.