
O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO-Central), deflagrou na terça-feira (18) a terceira fase da Operação Bastilha de Bob.
Foram cumpridos cinco mandados de prisão, além de dois mandados contra suspeitos já presos, a apreensão de um menor e a captura de armas de fogo, carregadores, munições, drogas e dinheiro. As diligências seguem em andamento sob sigilo.
A ação busca desarticular organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e à expansão das facções PCC e TCP em áreas estratégicas de Vila Velha.
A ação é cumprida com apoio da Polícia Militar, da Secretaria da Justiça e do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES. As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Criminal de Vila Velha.
Na parte da tarde, outros dois alvos da operação foram presos temporariamente. Um deles, uma mulher, foi localizada em Belo Horizonte (MG) e, após estabelecida a cooperação entre os Gaecos dos Ministérios Públicos do Espírito Santo e de Minas Gerais e suas respectivas assessorias militares, foi possível realizar a prisão. Apenas um dos alvos permanece foragido.
A fase atual da operação prevê o cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão e dez mandados de prisão temporária nos municípios de Vila Velha, Cariacica e Guarapari.
Ao todo, 96 policiais militares participam da ofensiva, incluindo equipes da Força Tática da 13ª, 11ª e 16ª Companhias Independentes, do 7º Batalhão, além do BME, BAC e Polícia Penal.
“Bastilha de Bob”
A investigação apura crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo. O foco é o fortalecimento da aliança entre PCC e TCP para controle territorial em regiões como Ulisses Guimarães, Balneário Ponta da Fruta e Barramares, em Vila Velha.
Em novembro de 2024, houve o cumprimento de mandados de prisão e busca contra três investigados na chamada Região 05.
Nessa etapa, foi preso Maxsuel Hipólito de Araújo, conhecido como Bob ou Bob Esponja, apontado como liderança do PCC e articulador da aliança com o TCP.
Em 20 de maio de 2025, a operação resultou em prisões temporárias e buscas em Vila Velha e São Mateus. Até o momento, foram denunciados e presos preventivamente:
- Eltern Soares
- Lucas de Almeida Bernardo
- Ramon Oliveira Favoretto
- Gabriel dos Santos Ferreira
- André Novais Gambarini
- Caio Luna Damaceno
- Kayke Bastos da Silva
- Kaio Rafael Pimentel dos Santos
- Raique Conceição dos Santos
Outros dois investigados — Renan de Jesus Cardozo e Kauã Loyola Nogueira — seguem foragidos.
As investigações envolvendo Victor Manoel da Silva Ferreira foram encaminhadas à Promotoria da Infância e Juventude, já que os atos ocorreram durante sua menoridade.