Delegada Layla Lima Ayub, suspeita de envolvimento com o PCC. Foto: Reprodução/Instagram
Delegada Layla Lima Ayub, suspeita de envolvimento com o PCC. Foto: Reprodução/Instagram

A delegada de polícia Layla Lima Ayub, presa suspeita de ter envolvimento com a facção criminosa do Primeiro Comando da Capital (PCC), se formou em Direito e é ex-policial militar do Espírito Santo.

Layla foi alvo da Operação Serpens, deflagrada na manhã desta sexta-feira (16), por meio do Ministério Público de São Paulo (MPSP). Segundo informações do MPSP, a delegada mantinha ligação pessoal e profissional com integrantes do PCC. 

Em uma pesquisa realizada no Portal da Transparência do Poder Executivo do Espírito Santo, é identificado que Layla atuou como policial militar entre março de 2014 e dezembro de 2022. A reportagem entrou em contato com a Polícia Militar para um posicionamento sobre a atuação.

O portal também demonstra que a suspeita foi estagiária na Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES) durante o ano de 2013, sendo desligada em 2014.

Conforme o currículo Lattes de Layla, ela possui graduação como bacharel em Direito pela Faculdade do Espírito Santo e pós-graduação em Direito Penal, Direito Constitucional, docência em Ensino Superior e Gestão, Direito Processual Penal e Ciência Forense.

Exerceu irregularmente a advocacia

A reportagem do Estadão identificou que, segundo o Ministério Público, a recém-empossada teria exercido irregularmente a advocacia. Em uma das ocorrências, no dia 28 de dezembro, ela teria participado de uma audiência de custódia, em Marabá, no Pará, para defender um preso apontado como integrante do PCC.

Além disso, foi indicado que Layla mantinha um relacionamento amoroso com Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel”, apontado como uma das lideranças da facção no Pará.

Layla será indiciada pelos crimes de: exercício irregular da profissão, integrar organização criminosa, falsidade ideológica e associação para o tráfico.

A reportagem do Estadão tenta contato com a defesa da delegada. Ela foi empossada no dia 19 de dezembro, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes.

A reportagem do Folha Vitória entrou em contato com a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e a Defensoria Pública Estadual para repercutir a prisão.

A matéria será atualizada assim que houver retorno por parte de ambas as instituições.

Repórter do Folha Vitória, Maria Clara de Mello Leitão
Maria Clara Leitão

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário Faesa e, desde 2022, atua no jornal online Folha Vitória

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