
Um detento, identificado como Luiz Carlos Reis Santos, de 42 anos, foi preso na quarta-feira (28) pela Polícia Civil apontado como um dos autores do assassinato do detento Marcelo da Silva Fernandes, de 37 anos. O crime ocorreu no dia 4 de agosto de 2025, no bairro Glória, em Vila Velha.
As investigações apontaram que Marcelo, que cumpria pena no regime semiaberto, foi “assassinado por vingança” e teria se tornado alvo após se aliar ao Primeiro Comando de Vitória (PCV) para tomar o Morro do Jaburu, em Vitória.
Segundo informações da Polícia Civil, a prisão do suspeito foi realizada após o homem ser apresentado pela defensora na Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha, onde foi cumprido o mandado de prisão preventiva.
Além dele, também já foi preso pelo crime Izaque Ferreira Gonçalves, de 27 anos, no fim de 2025. Outros envolvidos já foram identificados. São eles: Maurício Ferreira Pereira Júnior, de 30 anos, que teria cedido as armas usadas no crime; e Gilcleydson de Oliveira Pereira, de 35 anos. Todos são ligados ao TCP.

Após coletiva realizada pela Polícia Civil na terça-feira (27) em que foram apresentados detalhes da investigação e imagens e fotografias dos envolvidos, a corporação recebeu denúncia anônima informando sobre o possível paradeiro no município de Linhares.
Diante da informação, a equipe de investigação iniciou a organização de diligências para deslocamento ao local indicado. Contudo, antes da execução das medidas externas, recebemos contato telefônico da advogada do investigado, ocasião em que houve negociação para a apresentação espontânea nesta unidade policial.
Adriano Fernandes, delegado adjunto da DHPP de Vila Velha
Polícia concluiu que Marcelo virou alvo após se aliar ao PCV
A polícia concluiu que Marcelo teria se tornado alvo após se aliar ao Primeiro Comando de Vitória (PCV) para tomar o Morro do Jaburu, em Vitória.
Marcelo era morador do Morro do Jaburu e faccionado ao Terceiro Comando Puro (TCP) desde 2015, segundo a polícia. Após um racha interno da facção, ele foi expulso da organização criminosa, além do bairro e da cidade.
Para tentar retornar a Vitória, ele se associou ao PCV, rival do TCP, e acabou se tornando alvo dos antigos comparsas. As informações detalhadas foram passadas pelo delegado Adriano Fernandes, responsável pela investigação.
Morto ao sair para trabalhar em Vila Velha
Marcelo estava preso na Casa de Custódia de Vila Velha (CascuVV) desde o final de 2024 e saía da cadeia para trabalhar. Foi justamente quando ia em direção ao trabalho que acabou baleado diversas vezes.
Três criminosos saíram de um carro branco e abriram fogo. O corpo de Marcelo foi encontrado no segundo andar de uma casa, que estava fechada para aluguel.
Os passos dele eram monitorados pelo TCP e os criminosos receberam auxílio de um outro comparsa, de Ibiraçu, região Norte do Estado, chamado Izaque Ferreira Gonçalves, de 27 anos.
Izaque auxiliou os criminosos do TCP a fugir da cena do crime. Ele deu fuga aos comparsas no próprio carro, em direção a Ibiraçu, de acordo com o delegado da cidade, Felipe Thomé.
Após a adoção das medidas legais cabíveis, Marcelo da Silva Fernandes foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.