Três turistas de Minas Gerais que vieram ao Espírito Santo para passar as festas de fim de ano foram vítimas de um golpe envolvendo aluguel de imóveis por temporada em Vila Velha. Eles registraram boletim de ocorrência e tiveram juntos, um prejuízo superior a R$ 13 mil.
Os casos ocorreram no período do réveillon e os apartamentos que eles acreditavam ter alugado ficam na orla de Itaparica. No entanto, quando as vítimas chegaram à cidade, descobriram que as hospedagens alugadas não existiam, estavam ocupadas ou haviam sido anunciadas de forma irregular.
Uma das vítimas é Sérgio da Rocha, que alugou uma cobertura em Itaparica para a virada do ano. A filha dele chegou antes ao município, acompanhada de outras sete pessoas, mas ao tentar acessar o imóvel encontrou o local fechado e sem qualquer responsável. Após o ocorrido, Sérgio tentou contato com a mulher que intermediou o aluguel, mas foi bloqueado.
Situação semelhante foi enfrentada por outra turista, que preferiu não se identificar. Ela viajou com os dois filhos, a mãe e a avó, após receber endereço, instruções de acesso e confirmação da reserva. Ao chegar a Vila Velha, foi informada de que aquele não era o apartamento contratado, sendo orientada a permanecer provisoriamente em outro imóvel.
Segundo o relato, a turista precisou trocar de apartamento mais de uma vez. Pouco antes da virada do ano, foi surpreendida pela chegada do verdadeiro proprietário do imóvel, que informou que o local havia sido alugado por meio de um aplicativo de locação de imóveis, em nome de outra pessoa.
A suspeita, segundo ele, teria usado uma conta hackeada na plataforma, o que levou à denúncia e ao cancelamento da reserva.
Indicação entre amigos ampliou prejuízo
Jonas Souza Barbosa, que foi a terceira vítima do golpe, contou que alugou inicialmente um apartamento indicado por um amigo e, depois, fez um upgrade para uma cobertura. A suspeita teria pedido ajuda para divulgar outros imóveis, e ele indicou conhecidos.
Com o passar do tempo, o turistas começou a receber desculpas para a falta de informações, como viagens e problemas familiares.
Conversando com ela, eu falei: ‘Me passa os endereços dos apartamentos, porque foram dois amigos, os quais eu indiquei, e eu preciso passar para eles as informações.’ E aí, ela me deu uma desculpa de que estava indo para um cruzeiro, que estava muito atarefada, mas, assim que ela voltasse, ela me passava tudo direitinho. E aí, quando ela voltou do cruzeiro, que eu tornei a perguntar de novo sobre os endereços, ela me deu uma desculpa de que a avó dela havia falecido, que estava no velório da avó e ela não podia me passar.
Jonas Souza Barbosa, uma das vítimas
No fim, todas as reservas se mostraram irregulares. Além de perder o valor pago, Jonas precisou ressarcir os amigos que também foram prejudicados.
Vítimas são da mesma cidade em Minas Gerais
Todas as vítimas são de Manhumirim, município mineiro localizado a cerca de quatro horas e meia de carro da Grande Vitória. Após os episódios, elas registraram boletins de ocorrência. Somados, os prejuízos financeiros ultrapassam R$ 13 mil, sem contar gastos extras com alimentação, transporte e novas tentativas de hospedagem.
As vítimas relataram que a suspeita afirmava administrar vários apartamentos em Vila Velha, o que teria facilitado a confiança e o grande número de clientes.

A Polícia Civil informou que o caso de cada vítima está sendo investigado. A responsável pelo aluguel dos imóveis não foi identificada como suposta golpista, porque ela ainda está na condição de suspeita nos inquéritos que investigam os crimes.
A defesa da locadora informou que não tem conhecimento da existência de qualquer boletim ou procedimento formal dos fatos, e não possui condições de se manifestar sobre os casos no momento.
*Com informações da repórter Thainara Ferreira, da TV Vitória/Record.