Golpe de extorsão por telefone
Foto: Reprodução/TV Vitória

Uma moradora de Viana foi vítima de um golpe de extorsão por telefone, que durou mais de duas horas, período em que o golpista fez ameaças constantes e forçou a vítima a realizar diversas transferências bancárias, causando um prejuízo que pode chegar a R$ 60 mil.

De acordo com as informações, na primeira ligação, a vítima não atendeu. Em seguida, o criminoso insistiu e, ao conseguir contato, afirmou que ela precisava “ajudar a comunidade”, alegando que controlava o bairro e que moradores estariam contribuindo com dinheiro.

Com o passar do tempo, o tom das ligações se tornou mais agressivo. O suspeito passou a gritar, intensificar as ameaças e citou o homicídio do vaqueiro Alcimar Ribeiro Soares, de 53 anos, ocorrido recentemente no bairro Jucú, em Viana, utilizando o crime real como forma de dar credibilidade às intimidações.

No começo, ele só falou para eu não denunciar, mas depois ele começou a pedir dinheiro. Ele estipulou um valor e eu falei que não tinha, mas cada vez mais ele aumentava e me mandava pegar empréstimo.

Vítima, moradora de Viana

Sob pressão psicológica, a vítima foi orientada passo a passo a realizar pagamentos. Inicialmente, transferiu o valor disponível em conta. Em seguida, foi induzida a contratar empréstimos, realizar PIX por cartão de crédito e até baixar aplicativos de bancos digitais, sempre sob ameaça.

O total do prejuízo ainda está sendo apurado, mas pode chegar a R$ 60 mil.

Após perceber que se tratava de um golpe, a vítima procurou a Polícia Civil, registrou boletim de ocorrência e entrou em contato com as instituições financeiras. Apesar disso, relatou não ter expectativa de recuperar o valor perdido.

A Polícia Civil informou que o caso está sob investigação do 18º Distrito Policial de Viana. O crime é conhecido como golpe do falso traficante, caracterizado por extorsão mediante ameaças e forte pressão psicológica por telefone.

A polícia orienta que, em situações semelhantes, a pessoa deve desligar a ligação imediatamente, bloquear o número, não realizar pagamentos e procurar a polícia. Caso algum valor tenha sido transferido, a recomendação é acionar o banco o quanto antes e registrar boletim de ocorrência.

*Com informações do repórter Rodrigo Schereder, da TV Vitória/Record