A Polícia Civil encerrou o inquérito do assassinato de Ronaldo Silva Apolinário, de 43 anos, morto em setembro do ano passado em Vale Encantado, Vila Velha, e concluiu que a vítima foi julgada e condenada por uma prática conhecida como “Tribunal do Crime”.
As investigações da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha revelaram que a vítima era usuária de drogas e realizava pequenos furtos na região onde aconteceu o homicídio para sustentar o vício.
Traficantes do Primeiro Comando de Vitória (PCV), facção que atua nesse bairro, decidiram acabar com a vida de Ronaldo, que era do bairro Rio Marinho, região onde atua uma facção rival, o Terceiro Comando Puro (TCP), o que teria contribuído para a decisão.

“A motivação, segundo as investigações, é que a vítima morava no bairro Rio Marinho, que possui uma fração dominada lá pelo TCP, e o autor é faccionado do PCV. Aliado a isso, ficou comprovado que a vítima era usuária de drogas e cometia pequenos furtos na região; tal fato acabou motivando o crime. Sabemos que o tráfico acaba tendo leis próprias à parte do Estado, como se fosse um narcoterrorismo mesmo, e aí ele foi julgado, foi sentenciado e foi executado”, detalhou o delegado Cleudes Júnior, adjunto da DHPP de Vila Velha.
Suspeito tentou fugir, mas acabou preso
Suspeito do crime, Rudson Nicolas Correia de Jesus, conhecido como Nicolau, de 27 anos, foi preso no dia 27 de novembro, na operação denominada “Encanto Quebrado”. Nicolau foi capturado na casa da namorada e chegou a tentar fugir, mas não teve sucesso.
Na época da prisão, o nome do suspeito preso e a motivação do crime não foram divulgados. As informações só foram compartilhadas pela polícia nesta quinta-feira (22), durante coletiva de imprensa.
Homem foi vítima de emboscada, diz polícia
De acordo com a polícia, Ronaldo foi assassinado em uma emboscada.
“Nicolau já estava lá aguardando ele, e a vítima foi levada lá onde foi executada, nesse local conhecido como Pinicão. Ele estava em desvantagem, levaram ele até esse local e executaram sem que ele tivesse chance de defesa”, disse o delegado.