Maníaco de Guriri (Foto/reprodução: PCES)
Maníaco de Guriri (Foto/reprodução: PCES)

O homem de 49 anos preso por cometer uma série de estupros no balneário de Guriri, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo, já praticava crimes sexuais desde a década de 1990. Segundo a Polícia Civil, os primeiros registros de abusos atribuídos ao suspeito aconteceram em 1994, ou seja, há mais de 30 anos.

Classificado pela polícia como um estuprador em série, o suspeito foi preso após investigações que apontaram o envolvimento dele em pelo menos sete casos de estupro ocorridos entre agosto e novembro do ano passado, em Guriri. Ele responde formalmente por cinco crimes e é investigado por outros dois.

Durante entrevista, o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, afirmou que o histórico criminal do homem revela um padrão de comportamento que se repete ao longo de décadas.

É um criminoso que já vinha cometendo estupros desde 1994. Estamos falando de alguém com um histórico longo, reincidente, que se manteve em atividade por mais de três décadas.

José Darcy Arruda, delegado-geral da Polícia Civil

Crimes em Minas Gerais e no Espírito Santo

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito já havia sido condenado por quatro estupros cometidos entre 1994 e 2013. Dois dos crimes ocorreram em Caratinga (MG), um em Governador Valadares (MG) e outro em Nova Venécia, município do Noroeste do Espírito Santo, onde ele morava na época.

Após cumprir penas relacionadas a esses crimes, o homem voltou a cometer abusos sexuais, desta vez no litoral capixaba. A polícia identificou que ele se deslocava com frequência entre Nova Venécia e Guriri, o que facilitou a ação criminosa na região.

Padrão de atuação em Guriri

As investigações apontam que, nos crimes mais recentes, o suspeito abordava casais na praia, sempre no período noturno, geralmente após as 23h. As vítimas eram mulheres jovens, com menos de 25 anos, que estavam acompanhadas dos namorados.

Armado com uma faca ou simulando portar uma arma de fogo, ele rendia o casal, levava ambos para uma área de difícil acesso na faixa de areia e obrigava que o namorado fosse amarrado. Em seguida, cometia os abusos sexuais contra a vítima, muitas vezes na frente do companheiro.

Segundo a delegada titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de São Mateus, Patrícia Ferreira de Souza, o criminoso também filmava os estupros.

Ele exigia que as vítimas dissessem nome completo, endereço e local de trabalho nos vídeos. Isso era usado como forma de coação, com ameaças de divulgação das imagens caso elas procurassem a polícia.

Patrícia Ferreira de Souza, delegada titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher

Prisão após falha durante ataque

A identificação do suspeito foi possível após uma tentativa de estupro frustrada. Em uma das abordagens, o namorado da vítima percebeu que o criminoso não estava armado e reagiu. Durante a luta corporal, o suspeito fugiu nu, deixando para trás roupas, luvas e o celular.

O aparelho foi apreendido pela polícia e continha vídeos dos abusos, o que permitiu a identificação do proprietário. A partir daí, os investigadores localizaram o endereço do suspeito em Nova Venécia, onde ele foi preso após a expedição de mandado de prisão temporária.

Novas vítimas identificadas

Com a análise do material encontrado no celular, a Polícia Civil conseguiu identificar outras vítimas que ainda não haviam registrado ocorrência. Essas mulheres foram chamadas para depor e receberam atendimento especializado, incluindo encaminhamento médico e psicológico.

É um crime hediondo, com impactos profundos na vida das vítimas. Nosso trabalho também é garantir acolhimento e apoio para que elas consigam atravessar esse processo”, destacou a delegada.

As investigações continuam para apurar a existência de outros crimes e possíveis novas vítimas ao longo dos últimos anos. A Polícia Civil reforça que denúncias podem ser feitas de forma sigilosa e que as vítimas terão atendimento especializado.

Redação Folha Vitória

Equipe de Jornalismo

Redação Folha Vitória é a assinatura coletiva que representa a equipe de jornalistas, editores e profissionais responsáveis pela produção diária de conteúdo do Folha Vitória. Comprometida com a excelência jornalística, a equipe atua de forma integrada para garantir informações precisas, atualizadas e relevantes, sempre alinhada à missão de informar com ética, democratizar o acesso à informação e fortalecer o diálogo com a comunidade capixaba. O trabalho do grupo reflete o padrão de qualidade da Rede Vitória de Comunicação, consolidando o veículo como referência em jornalismo digital no Espírito Santo.

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