
O motociclista Thierry da Cruz Ribeiro, de 23 anos, que atropelou e matou o idoso José Geraldo Torres, de 82 anos, em 17 de novembro do ano passado, na Serra, foi indiciado pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificada e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
Além de matar o idoso, o suspeito causou lesões corporais graves à esposa dele, Maria Auxiliadora Torres, de 78 anos. Ele fugiu do local sem prestar socorro. De acordo com testemunhas, o motociclista teria dado grau (empinado) enquanto pilotava e atingiu o casal.
De acordo com a investigação, o suspeito conduzia a motocicleta a 66 km/h em uma via onde a velocidade máxima é de 30km/h, o que representava velocidade 120% maior do que a permitida.
Segundo o titular da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (DDT), delegado Maurício Gonçalves, o suspeito teria adulterado a placa da moto com o intuito de dificultar a investigação e sua identificação pelos policiais.
No curso da apuração, a Polícia Civil reuniu provas técnicas, periciais e imagens de câmeras de segurança, que possibilitaram a reconstrução da dinâmica do fato. Também foi constatado que o investigado praticava reiteradamente manobras perigosas, inclusive com registros anteriores no Cerco Inteligente do Governo do Estado. Além disso, foi verificada a supressão da placa de identificação da motocicleta, com o objetivo de dificultar a fiscalização e a identificação do veículo
Maurício Gonçalves, delegado
Relembre o caso
O atropelamento aconteceu no bairro Porto Canoa e o suspeito foi preso no dia 25 de novembro, assim que saiu para trabalhar.
O idoso seguia para a igreja com a esposa quando os dois foram atingidos por Thierry. Maria Auxiliadora foi socorrida ao Hospital Jayme dos Santos Neves, onde permaneceu internada.
No local, a Guarda Municipal da Serra identificou que a moto estava irregular, sem placa e com sinais de adulteração. O veículo está registrado em nome de um parente do motociclista, que foi intimada pela equipe da Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito.
Em dezembro de 2025, a Polícia Civil representou pela prorrogação da prisão temporária do investigado, medida que contou com manifestação favorável do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e deferimento do Poder Judiciário.