Delegado fala sobre o maníaco de Guriri (Foto: PCES)
Delegado fala sobre o maníaco de Guriri (Foto: PCES)

O homem de 49 anos preso por cometer uma série de estupros no balneário de Guriri, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo, foi classificado como um “narcisista perverso” pelo delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda. Segundo ele, o perfil do suspeito revela um padrão criminoso contínuo e incompatível com a convivência em sociedade.

O suspeito foi preso após investigações que apontaram o envolvimento dele em pelo menos sete casos de estupro ocorridos entre agosto e novembro do ano passado. Ele responde por cinco crimes e é investigado por outros dois. Todos os ataques aconteceram na praia, durante a noite, e tiveram como vítimas mulheres jovens, sempre acompanhadas dos namorados.

Ele é um cidadão de uma personalidade narcisista perversa, que já vinha cometendo esse tipo de crime desde 1994. Tiramos de circulação um facínora, um estuprador que não tem a menor condição de viver em sociedade.

José Darcy Arruda, delegado-geral da Polícia Civil

Perfil marcado por humilhação e controle

De acordo com a Polícia Civil, além da violência sexual, o comportamento do criminoso era marcado por práticas de humilhação, intimidação e controle psicológico das vítimas. Durante os ataques, ele obrigava os namorados a serem amarrados e cometia os abusos na frente deles.

Em alguns casos, o suspeito filmava os crimes e exigia que as vítimas dissessem nome completo, endereço e local de trabalho. O objetivo, segundo a delegada titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de São Mateus, Patrícia Ferreira de Souza, era coagir as mulheres e impedir que procurassem a polícia.

“Ele utilizava esses vídeos como forma de ameaça, dizendo que divulgaria as imagens caso fosse denunciado”, explicou a delegada.

Crimes sempre durante a madrugada

As investigações apontam que os estupros aconteciam sempre tarde da noite, geralmente após as 23h, em áreas de difícil acesso da praia de Guriri. Para render os casais, o suspeito utilizava uma faca ou simulava estar armado com uma arma de fogo. Em algumas ações, ele usava luvas para não deixar vestígios.

Segundo a Polícia Civil, o homem também dizia palavras pejorativas às vítimas durante os crimes e criava situações que, de acordo com os investigadores, faziam parte de uma fantasia de dominação e falsa relação consentida.

Histórico criminal reforça avaliação da polícia

O delegado-geral destacou que o perfil psicológico apontado pela polícia é reforçado pelo histórico criminal do suspeito. As investigações revelaram que ele já havia sido condenado por quatro estupros cometidos entre 1994 e 2013, em Minas Gerais e no Espírito Santo.

Dois crimes ocorreram em Caratinga (MG), um em Governador Valadares (MG) e outro em Nova Venécia, município onde o homem residia antes de voltar a atuar em Guriri.

É um criminoso reincidente, que se manteve em atividade por décadas. O comportamento se repete e se agrava”, ressaltou Arruda.

Prisão após falha durante ataque

A identificação do suspeito foi possível após uma tentativa de estupro frustrada. Durante a abordagem a um casal, o namorado da vítima percebeu que o homem não estava armado e reagiu. O suspeito fugiu pela mata, ainda nu, deixando para trás roupas, luvas e o celular.

O aparelho foi apreendido e continha vídeos dos abusos, o que permitiu à polícia identificar o proprietário. Com isso, os investigadores localizaram o endereço do suspeito em Nova Venécia, onde a prisão foi efetuada.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e reforçou que denúncias podem ser feitas de forma sigilosa.

Redação Folha Vitória

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Redação Folha Vitória é a assinatura coletiva que representa a equipe de jornalistas, editores e profissionais responsáveis pela produção diária de conteúdo do Folha Vitória. Comprometida com a excelência jornalística, a equipe atua de forma integrada para garantir informações precisas, atualizadas e relevantes, sempre alinhada à missão de informar com ética, democratizar o acesso à informação e fortalecer o diálogo com a comunidade capixaba. O trabalho do grupo reflete o padrão de qualidade da Rede Vitória de Comunicação, consolidando o veículo como referência em jornalismo digital no Espírito Santo.

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