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"Não realizei a corrida por cautela, e não por racismo" disse motorista de aplicativo

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Polícia

"Não realizei a corrida por cautela, e não por racismo" disse motorista de aplicativo

O agressor compareceu à Delegacia Regional de Vitória, onde pagou fiança e foi liberado

Andressa Balbi

Redação Folha Vitória

O motorista de aplicativo denunciado por racismo, após se recusar a prosseguir comuma corrida, no bairro Jardim Camburi, em Vitória, explicou o motivo que o teria levado a não atender o chamado do passageiro. Na ocasião, o motorista acabou agredido pelo passageiro e outros cinco amigos. 

A confusão aconteceu na última quarta-feira (10) e terminou em uma delegacia de Vitória. Em depoimento, o motorista que acabou vítima de agressão, contou que agiu por segurança. "Agi por precaução. Eu até vi uma moça, que se despedia do homem, só que ela não veio em direção ao meu carro. Na verdade, eu apenas segui com o carro,  pois qualquer motorista que se sente ameaçado deve agir pensando em sua segurança", explicou. 

Além disso, o condutor do veículo de aplicativo disse que, após o ocorrido, várias mensagens agressivas chegaram ao celular dele. "Eu até tentei explicar os meus motivos para a moça, que me agredia também verbalmente. Não adiantou! Ela falou palavras horrorosas. O namorado dela arrancou o meu retrovisor com um chute. Quando eu voltei ao local para pegar o objeto, acabei  agredido por outros quatro rapazes", contou.

O motorista foi levado para um hospital da região e fez exames de corpo de delito no Departamento Médico Legal (DML), em Vitória.  O passageiro  foi preso em flagrante, junto com um outro rapaz. Os dois confessaram o crime, pagaram fiança e foram liberados.

Entenda o caso:

Uma corrida de aplicativo recusada terminou em confusão na noite da última quarta-feira (9) em Jardim Camburi, Vitória. Segundo testemunhas, um rapaz que trabalha em uma sorveteria da região estava com a namorada na rua quando, por volta das 22h, resolveu solicitar uma corrida para ir embora.

No entanto, quando o motorista chegou e viu o casal, ele se recusou a fazer a corrida. Os dois começaram a mandar mensagens para o homem e quando viram que ele havia parado o carro, resolveram tirar satisfações.

O rapaz disse à polícia que se sentiu vítima de racismo por ter a corrida cancelada e que o motorista não teria parado só porque ele é negro. Revoltado, o jovem deu um chute e arrancou o retrovisor do veículo.

O motorista seguiu para um posto da Polícia Militar que fica próximo ao local e lá foi orientado por militares a seguir para uma delegacia e registrar o boletim de ocorrência. No entanto, segundo a polícia, em vez de seguir a orientação, ele voltou ao local para procurar o retrovisor que havia sido arrancado. Quando chegou, encontrou o mesmo rapaz, acompanhado de cinco amigos.

Os dois voltaram a discutir, outro retrovisor foi arrancado e o motorista chegou a ser agredido pelo grupo. Assustados com a cena, os moradores acionaram a polícia militar.

O rapaz e um amigo dele foram presos em flagrante e encaminhados para o DPJ de Vitória. Lá, a dupla confessou que agrediu o motorista porque o jovem teria sido vítima de racismo. Em depoimento, o motorista afirmou apenas que recusou a corrida por achar o rapaz suspeito.

Ele foi encaminhado para um hospital da região e realizou exame de corpo e delito no Departamento Médico Legal. Já o agressor, foi autuado por dano ao patrimônio, pagou fiança de R$ 1 mil e foi liberado. O amigo dele assinou apenas um termo circunstanciado.

*Com informações da repórter da TV Vitória/Record TV, Nathalia Munhão.