Líderes de quadrilha acusada de vender drogas em faculdades levavam vida de luxo

Polícia

Líderes de quadrilha acusada de vender drogas em faculdades levavam vida de luxo

Segundo as investigações, eles ostentavam pelas redes sociais tudo aquilo que conseguiam graças ao dinheiro do tráfico de entorpecentes e de armas

Suspeitos de integrarem quadrilha acusada de traficar drogas e armas no Estado foram presos nesta quinta-feira Foto: ​TV Vitória

Uma grande organização criminosa acusada de vender drogas para universitários no Espírito Santo foi desmontada pela polícia nesta quinta-feira (18)De acordo com o Núcleo de Repressão as Organizações Criminosas (Nuroc), responsável pela operação, os líderes dessa quadrilha costumavam levar uma vida de ostentação e exibiam, pelas redes sociais, objetos de luxo adquiridos graças ao dinheiro proveniente do tráfico de entorpecentes e de armas.

"Eles movimentavam grandes quantias em dinheiro e, a partir dessa movimentação, aproveitavam para usufruir o produto ilícito do tráfico", afirmou a delegada Lana Lages, responsável pelas investigações.

De acordo com a polícia, as atividades do grupo, responsável por grande parte do tráfico de armas e drogas no Espírito Santo, começaram em Aracruz, no norte do Estado, há cerca de um ano, mas logo se espalharam para outros municípios do norte e noroeste capixaba, além da Grande Vitória. 

Ainda segundo a polícia, os três chefes da organização estão presos: Bryan Lyrio Deolino, Ygor Bisi Pena e Edmar Brandão Moreira. Além dos chefes, a quadrilha contava com gerentes regionais, distribuidores e até responsáveis pela contabilidade.

Segundo a polícia, líderes da facção levavam uma vida de ostentação e se exibiam nas redes sociais Foto: ​Reprodução

No entanto, o que mais surpreendeu a polícia foi o nível de organização da facção. Segundo as investigações, cada integrante possui uma função determinada. "Podemos dizer que tínhamos três grandes chefes e os outros, que foram presos hoje, seriam gerentes regionais. Tínhamos um gerente de Aracruz, um da Serra e um de Colatina, cada um com sua função bem definida. Alguns gerentes distribuíam as drogas para os 'vapores', como eram conhecidos, e essas pessoas as vendiam dentro das faculdades, inclusive na Universidade Federal, viciando universitários jovens e adolescentes", destacou Lana Lages.

Delegada Lana Lages explicou o funcionamento da organização criminosa, investigada há seis meses Foto: ​TV Vitória

A investigação começou há seis meses e a primeira prisão aconteceu em dezembro do ano passado. Além do tráfico, o grupo é investigado por homicídios. "Nós vínhamos investigando essa organização criminosa há aproximadamento seis meses. Tendo informações de que um dos chefes dessa organização criminosa tinha planos de praticar mais homicídios, nós optamos por prendê-lo, em dezembro de 2015, e não divulgar essas informações, para não prejudicar as investigações, que ainda estavam em andamento", explicou a delegada.

De acordo com o secretário estadual de Segurança Pública, André Garcia, a prisão dos integrantes desse quadrilha ajudará a reduzir os índices de criminalidade no Espírito Santo. "Nós vamos impactar no tráfico de armas e de drogas. Isso significa que vamos ter, certamente, menos roubos e homicídios na região de Aracruz, se expandindo até Linhares", frisou.

A equipe do Nuroc também descobriu que a quadrilha vendia no Espírito Santo armas trazidas de outros estados, como Rio de Janeiro. Segundo a polícia, outros três integrantes da quadrilha ainda não foram presos e as investigações continuam.