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Bandido manda encerrar atividades em creche de Central Carapina e ameaça: 'o bicho vai pegar'

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Polícia

Bandido manda encerrar atividades em creche de Central Carapina e ameaça: 'o bicho vai pegar'

"Uma pessoa com voz masculina perguntou o que estávamos fazendo lá e disse que deveríamos sair que 'o bicho ia pegar'", relatou um funcionário da creche

Uma creche municipal do bairro Central Carapina, na Serra, teve que liberar as crianças mais cedo por causa de uma ameaça feita por telefone nesta quinta-feira (22). Os alunos foram liberados às 15 horas, quando as aulas deveriam prosseguir até às 17 horas.

A decisão de suspender as aulas partiu dos funcionários, depois de um telefonema com uma voz masculina mandando encerrar as atividades no local. "Eu estava aguardando com as crianças na sala normalmente, quando o telefone tocou. Uma pessoa com voz masculina perguntou o que estávamos fazendo lá e disse que deveríamos sair que 'o bicho ia pegar'", disse um funcionário.

As aulas na creche e nas escolas municipais do bairro foram retomadas na tarde desta quinta-feira. Desde terça-feira (20), dia de confronto entre criminosos e policiais, as atividades estavam suspensas para mais de 1,2 mil alunos.

Nesta quinta, a retomada das aulas foi monitorada pela Polícia Militar do Estado (PMES) na porta das unidades. Mesmo assim, boa parte dos alunos não compareceu às aulas. De acordo com a PMES, cerca de 60 alunos compareceram. Muitas famílias decidiram não mandar as crianças para a escola.

Ônibus

Os ônibus da linha 819, que atende o bairro Central Carapina, voltaram para o itinerário normal, mas com escolta da polícia. A Unidade de Saúde reabriu nesta quinta-feira, mas segundo os pacientes, não haviam médicos e enfermeiros.

O secretário municipal de Defesa Social, Jailson Miranda, esteve no bairro. Apesar do cenário de 'cidade fantasma', ele afirma que o bairro está retomando a normalidade. "As escolas estão funcionando, o Centro de Saúde está funcionando dentro das suas possibilidades, alguns médicos ainda não retornaram, mas até amanhã, estará tudo normalizado", afirma.