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Hilário queria que Milena fosse assassinada na Serra, afirma Dionathas em depoimento

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Polícia

Hilário queria que Milena fosse assassinada na Serra, afirma Dionathas em depoimento

O depoimento de Vieira foi prestado na última sexta-feira (23), durante audiência de instrução do caso, no Fórum Criminal de Vitória, no Centro da capital

De acordo com depoimento de Dionathas Alves Vieira, apontado como executor do crime que vitimou a médica Milena Gottardi, o policial civil Hilário Frasson, ex-marido da médica e apontado como mandante do assassinato, preferia que o crime fosse praticado no município da Serra, alegando tráfico de influência.

O depoimento de Vieira foi prestado na última sexta-feira (23), durante audiência de instrução do caso, no Fórum Criminal de Vitória, no Centro da capital. Na ocasião, apenas Dionathas e Bruno Rodrigues, apontado como facilitador no crime, foram ouvidos pelo juiz do caso Marcos Pereira Sanches. As audiências terão mais uma etapa na próxima sexta-feira (2), quando os demais réus devem prestar depoimento.

Dionathas afirmou ainda que Valcir da Silva Dias e Hermenegildo Palauro Filho, apontados como intermediários no assassinato, chegaram a falar em valores entre R$ 50 mil e R$ 100 mil, além de uma carreta para que, se necessário, ele assumisse toda a responsabilidade pelo crime.

Segundo o depoimento de Dionathas, os detalhes da morte de Milena foram definidos dentro de uma caminhonete, nas proximidades de um posto de combustíveis, no município da Serra. Município, aliás, onde Hilário preferia que o crime fosse praticado. Porém, o assassinato acabou sendo transferido para Vitória.

Vieira passou mais de quatro horas em frente ao juiz. Dizendo-se arrependido, o homem apontado como executor de Milena voltou a confessar o crime, mas negou que o cunhado Bruno Rodrigues soubesse da trama para a morte da médica. Ele confirma que Rodrigues foi quem conseguiu a motocicleta usada no crime, mas diz que ele não sabia a finalidade do veículo.

Preso há 5 meses, Dionathas diz estar com medo das ameaças dos mandantes do crime, que também estão atrás das grades. Ele quer, inclusive, medida protetiva para a família. Depois do depoimento de Alves, houve uma pausa para lanche e, em seguida, Bruno Rodrigues foi ouvido na audiência.

As audiências prosseguem às 9h da próxima sexta no mesmo local. O presidente da Associação de Magistrados do Espírito Santo, Ezequiel Turíbio, explica que, depois de cumpridas essas etapas, o juiz permite a apresentação das alegações finais, começando pela acusação e, em seguida, a defesa.

Após isso, o juiz decide se os réus serão levados ou não à júri popular. Turíbio estima que, por conta da repercussão do crime, a conclusão do processo não deve se estender por muito tempo.

Os réus

São réus no processo o ex-marido de Milena Hilário Antônio Fiorot Frasson, apontado como um dos mandantes do crime, o pai de Hilário, Esperidião Carlos Frasson, também apontado como mandante do crime, Dionathas Alves Vieira, acusado de ser o executor do crime, Bruno Rodrigues, apontado como facilitador, além de Valcir da Silva Dias e Hermenegildo Palauro Filho, apontados como intermediários no assassinato.

O crime

A médica foi baleada no Hospital das Clínicas, em Vitória, no dia 14 de setembro do ano passado. Um dos tiros atingiu a cabeça dela. Ela chegou a ser internada, mas morreu no dia seguinte, no hospital. Hilário e o pai dele, Esperidião Frasson, são acusados de encomendar o crime. Para isso, eles teriam contado com a ajuda dos intermediários Hermenegildo Palauro Filho e Valcir Dias. O cunhado de Dionathas, Bruno Rodrigues, teria cedido a moto usada pelo executor no crime.