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“O policial veio nu e armado para cima de mim”, diz travesti durante julgamento em Vitória

Polícia

“O policial veio nu e armado para cima de mim”, diz travesti durante julgamento em Vitória

O crime aconteceu no ano passado, no bairro Mata da Praia, em Vitória. O policial rodoviário federal foi encontrado morto e nu dentro do próprio carro

O travesti é apontado como o principal suspeito do crime Foto: TV Vitória

Durante o julgamento do travesti Jhon Wener Reco Alves de Araújo, de 23 anos, que teve início na manhã desta quinta-feira (26), o acusado afirmou que o policial rodoviário federal estava nu quando o abordou, fazendo várias ameaças. “O policial veio nu para cima de mim com uma arma”, disse no banco dos réus. 

O julgamento acontece na Primeira Vara Criminal de Vitória, na Cidade Alta, no Centro de Vitória. O acusado chegou ao Fórum por volta das 8h30, e o julgamento teve início às 9 horas.

O crime aconteceu no dia 30 de março do ano passado, no bairro Mata da Praia, também em Vitória. O policial rodoviário federal João Miguel do sacramento, de 46 anos, foi encontrado morto a tiros dentro do próprio carro. 

Pouco tempo depois, analisando as imagens das câmeras de vídeo monitoramento da região, a polícia identificou o acusado que foi preso. Jhon confessou o assassinato no dia 10 de abril. Segundo o delegado Arthur Bogoni, o suspeito disse que, quando entrou no carro, foi ameaçado de morte pelo policial.

Após o crime, a arma do policial sumiu. Durante investigações da Polícia Civil, o revólver foi encontrado. Apesar de estar com a numeração raspada, no exame de balística, ficou comprovado que era mesmo a arma usada no crime. O travesti teria vendido a arma por R$ 600 para um suposto traficante, para pagar uma divida de drogas.

Jhon Bener foi apontado desde o começo das investigações como o principal suspeito do crime. Ele foi preso dentro de casa, no bairro Jabour, em Vitória, no dia em que o corpo do policial foi encontrado. Jhon foi autuado por homicídio duplamente qualificado, por não dar chance de defesa para a vítima e motivo fútil.