Suspeita de três assassinatos em Cachoeiro, mulher é presa durante culto em igreja no Rio

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Suspeita de três assassinatos em Cachoeiro, mulher é presa durante culto em igreja no Rio

De acordo com as investigações da Polícia Civil, todas as mortes foram motivadas pelo tráfico de drogas. O marido da suspeito está preso há, pelo menos, 20 anos pelo crime

Terezinha de Jesus Moreira foi presa pela Polícia Civil durante um culto em uma igreja na cidade de Araruama, no Rio de Janeiro Foto: Alissandra Mendes

Uma ação conjunta da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) de Cachoeiro e do Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nuroc), resultou na prisão de Terezinha de Jesus Moreira, suspeita de três assassinatos ocorridos em Cachoeiro. Ela foi presa durante um culto em uma igreja na cidade de Araruama, no Rio de Janeiro.

Segundo o delegado Guilherme Eugênio, contra Terezinha havia três mandados de prisão em aberto. “Um dos mandados diz respeito ao homicídio de um jovem, que era irmão do então secretário Municipal de Segurança. Outra diz respeito ao assassinato de um senhor. E o último diz respeito a morte de um adolescente. Todas as mortes foram motivadas pelo tráfico”, explica.

Terezinha é esposa do Rogério Silva, conhecido como ‘Rogério do Village’, preso há, pelo menos, 20 anos por tráfico de drogas e homicídio. “Com a constatação de que o Village foi o Bairro no qual mais se matou em 2016, assim como a de que Terezinha, mesmo foragida há quase cinco anos ainda comandava o bando, priorizou-se a prisão dela”, completa o delegado.

Ela foi presa na noite do último domingo (12), durante um culto de uma igreja evangélica, na qual tinha sido recentemente batizada, na cidade de Araruama. Terezinha foi encaminhada imediatamente ao sistema prisional da região metropolitana do Rio de Janeiro e será transferida nos próximos dias para o Espírito Santo.

De acordo com o chefe de investigação e da Inteligência da DCCV, Maurílio Carvalho, apesar de a prisão ter ocorrido em uma área controlada pela milícia, os policiais não tiveram dificuldades. “A prisão não foi difícil”, conclui.

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