Perícia indica que diarista foi assassinada; 'ela passava fome para não faltar nada para a gente', diz filha

Polícia

Perícia indica que diarista foi assassinada; 'ela passava fome para não faltar nada para a gente', diz filha

Segundo o relatório, Cirleide sofreu uma hemorragia intracraniana, traumatismo crânico encefálico e fratura cervical

Foto: TV Vitória

A diarista Cirleide Pinheiro de Moura, de 38 anos, encontrada morta na casa onde mora, em Barramares, em Vila Velha, foi vítima de homicídio. Pelo menos é o que indica a perícia realizada pelo Departamento Médico Legal no corpo da mulher.

Segundo o relatório, Cirleide sofreu uma hemorragia intracraniana, traumatismo crânico encefálico e fratura cervical. A família lamenta a morte da diarista, que, segundo eles, era uma pessoa alegre, apesar das dificuldades.

"Minha mãe sempre trabalhou muito, nunca me deixou faltar nada. Ela passava fome para não faltar comida para a gente. Ela sempre me dizia para não parar de estudar, mesmo quando a situação em casa apertava", conta Jariane Moura de Paula, filha da diarista.

Para a irmã da vítima, Conceição Moura dos Santos, vão ficar os sonhos que Cirleide dizia ter. "A gente sabia que ela não tinha se matado. Ela gostava de viver, tinha sonhos e dificuldades também, mas fazia planos e corria atrás do que queria. Mesmo quando não estava bem, era uma pessoa que te recebia sorrindo", lembra.

O Crime

No dia do crime, a irmã contou que achou estranho o fato de Cirleide não ter aparecido em sua casa durante o dia, o que era rotina para elas, que eram vizinhas. A sobrinha da vítima, filha da irmã, disse que passou na porta da casa da tia quando chegava na escola e viu que um portão estava fechado, mas um outro estava aberto, juntamente com a porta. A jovem ainda disse que a televisão da tia estava ligada.

No final do dia, a irmã da vítima continuou achando estranho o sumiço de Cirleide e a sobrinha relatou o que tinha visto. Com isso, a irmã foi até o local e chamou os vizinhos. Um deles pulou o muro e foi até lá, mas não viu ninguém na sala. Quando chegou nos fundos da casa, ele encontrou Cirleide caída no chão, de bruços e sangrando.

A perícia da Polícia Civil esteve no local. O corpo foi levado ao Departamento Médico Legal (DML) de Vitória. Segundo a irmã, Cirleide estava com marcas de queimadura, mas não sabiam qual era o real motivo da morte.

A irmã disse que passou todo o dia de domingo ao lado Cirleide e que ela estava feliz, inclusive, fazendo planos para o futuro. A irmã da vítima também contou que durante a tarde de domingo (31), o namorado de Cirleide, esteve na casa dela por algumas horas. Eles beberam juntos, mas quando o homem foi embora, a irmã conta que ela ficou triste. "Quando perguntei o que estava acontecendo, ela falou que ele dizia coisas que ela não gostava", afirmou a irmã.

Outra situação que está deixando familiares preocupados é que o namorado de Cirleide desapareceu depois que o corpo dela foi encontrado. "Ele não apareceu e desligou o telefone. Ligamos de números diferentes, mas ele não atendeu de jeito nenhum. O telefone tocava, mas ele não atendeu", contou.

A Polícia Civil informou que a Delegacia de Homicídio e Proteção à Mulher está investigando o caso. Até o momento, não houve detidos. A família da vítima informou que o velório será realizado em Barramares e o enterro acontece nesta quarta-feira (03) no cemitério de Ponta da Fruta.