PM acusado de matar homem em apartamento da ex-mulher passa por audiência nesta quarta-feira

Polícia

PM acusado de matar homem em apartamento da ex-mulher passa por audiência nesta quarta-feira

O crime aconteceu em julho de 2018, em Vale Encantado, Vila Velha. O militar é acusado de matar Anderson Carvalho de Souza, 31 anos

Foto: TV Vitória

O policial militar Iltemir Araujo Machado, acusado de matar um homem dentro da casa em que morava com a ex-esposa, em Vila Velha, passa por audiência na tarde desta quarta-feira (03), no fórum de Boa Vista. O delegado que acompanhou o caso também vai prestar depoimento.

O crime aconteceu em julho de 2018. O militar é acusado de matar Anderson Carvalho de Souza, 31 anos. O apartamento onde aconteceu o homicídio fica no bairro Vale Encantado. A audiência desta quarta é mais uma etapa do processo do policial, que está preso desde a época do crime.

Os intimados para a audiência de instrução são o delegado Daniel Belchior e a ex-esposa do policial, Valdineia Dias Ribeiro. O delegado foi convocado pelo juiz por ter acompanhado o caso na época e concluiu o inquérito. Já a mulher foi enquadrada como testemunha pois estava no apartamento quando tudo aconteceu.

Nos primeiros depoimentos, ainda na fase de investigação, ela disse que Anderson era um amigo que estava com depressão e estava apenas conversando com ela no apartamento. O PM teria chegado em casa, naquela madrugada, por volta de 1 hora para pegar um objeto que esqueceu. Quando se deparou com o homem, ele não aceitou a presença de Anderson e, depois de uma briga, disparou um único tiro que matou a vítima.

O militar alegou que o homem seria amante da companheira e, por isso, teria se descontrolado. Apesar de estarem casados, as investigações apontaram que Iltemir e Valdineia estavam separados, porém ainda moravam juntos no apartamento do casal.

A defesa do acusado preferiu não se manifestar sobre o caso. A família da vítima informou que não sabia desta nova audiência. Um dos irmãos de Anderson foi chamado apenas para a primeira. A família não contratou advogado e espera pela justiça.