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“Clínica dos horrores”: funcionários são acusados de torturar menores na Serra

Polícia

“Clínica dos horrores”: funcionários são acusados de torturar menores na Serra

A estrutura do centro de tratamento chama atenção pela segurança. No local há várias câmeras de videomonitoramento, sistema de alarme e os muros são cobertos por cerca elétrica

A estrutura do centro de tratamento de dependência química impressiona pelo tamanho Foto: TV Vitória

Após denúncias anônimas, policiais da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Vitória realizaram uma operação em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos em Jacaraípe, na Serra. De acordo com a polícia, as testemunhas disseram que funcionários do local torturavam as crianças e os adolescentes que estavam internados. 

A operação denominada “Clínica dos Horrores” investiga os supostos atos criminosos cometidos contra os menores.  “A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente recebeu uma denúncia anônima relatando que adolescentes eram torturados, e ficariam sob efeito de medicamentos durante alguns dias e recebendo violência física. Uma criança, de 10 anos, relatou os abusos sofridos e que durante alguns dias recebeu uma agressão física e uma agressão psicológica”, informou o delegado Lorenzo Pazolini.

A estrutura do centro de tratamento de dependência química impressiona pelo tamanho. O prédio de dois andares também chama atenção pela segurança. No local há várias câmeras, a estrutura é protegida por um sistema de alarme e os muros são cobertos por cerca elétrica. O centro funciona há dois anos e conta com mais de 20 internos.

“Alguns adolescentes relataram a presença de cachorros soltos no pátio durante a noite e eles não poderiam sair do quarto. Ficariam de dois a três dias presos, o que a gente precisa comprovar”, afirmou o delegado.

A polícia também conseguiu imagens de um adolescente amarrado em uma cama. Em depoimento, os internos confirmaram à polícia que sofriam violência. “Nós lamentamos esse tipo de crime, pois o dependente químico só vem para cá e recebe torturas e agressões. Com certeza isso não vai ser eficaz no retorno para a sociedade. Ele pode voltar pior e até cometer novos crimes”, destacou Pazolini.

O diretor da clínica, Felipe Barcelos, negou todas as acusações de tortura e maus tratos dentro da casa. De acordo com ele, no local trabalham apenas profissionais capacitados e recebem treinamento para atender os internos que sofrem de dependência clínica. “É muito estranho receber a polícia assim, mas eles vão averiguar e constatar que não há nada de errado”, disse.