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Mãe e padrasto são presos acusados de espancar gêmeos no ES

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Polícia

Mãe e padrasto são presos acusados de espancar gêmeos no ES

Um dos irmãos está internado em estado grave. Ele teve hemorragia no fígado, traumatismo craniano e está com um sangramento no cérebro que não foi contido

A avó materna das crianças acusa a própria filha Foto: TV Vitória

A mãe e o padrasto de irmãos gêmeos, de apenas dois anos, foram presos acusados de espancarem as crianças. Uma delas está internada em estado grave. O menino teve hemorragia no fígado, traumatismo craniano e está com um sangramento no cérebro.

O pai biológico dos meninos mora no Rio de Janeiro e recebeu a notícia através de uma parente. “Eu estava no meu trabalho e de repente a tia deles me ligou e contou o caso. Disseram que era para eu vir com urgência. Mas eu já estava sabendo que meu filho estava nesse estado. Viajei pensando que era um caso normal, e descobri que era de vida ou morte”, contou. 

A avó materna das crianças acusa a própria filha e diz que essa não foi a primeira vez. “Essa criança que está em estado grave sempre foi maltratada. Ela nunca deu alimentação e nunca fez nada por essas crianças. Estou esperando o agir deles e o agir de Deus, mas se nada ficar resolvido eu vou fazer com as minhas próprias mãos. Eu me vingo”, afirmou.

O caso dos irmãos gêmeos veio à tona depois que a mãe levou o filho desmaiado para o hospital. Lá ela disse que dias antes a criança teria caído num degrau da casa onde moram, mas a história não convenceu os atendentes do hospital. Logo que a criança deu entrada na unidade, os atendentes procuraram o Conselho Tutelar e a delegacia.

“Através dos exames que foram feitos na criança pudemos constatar que não foi proveniente de uma queda relatada pela mãe, mas sim que a criança sofreu uma pancada muito forte que causou as lesões”, informou o conselheiro tutelar Almir Vasconcelos.

O menino foi internado no Hospital Infantil de Vitória. O delegado que investiga o caso disse que a mãe e o padrasto são os principais suspeitos das agressões. “Eles negam as agressões, mas por outro lado confirmam que uma criança sozinha jamais seria capaz de cair de um degrau de 10 centímetros. Nós estivemos no local, fotografamos, e constatamos que aquele degrau jamais seria capaz de produzir as lesões que a criança apresenta”, afirmou o delegado Lorenzo Pazzolini. 

Durante o atendimento médico feito à criança que teria desmaiado, os médicos descobriram que o irmão gêmeo do menino também tinha uma fratura no braço. A suspeita é que a fratura tenha acontecido no mesmo dia da suposta queda do irmão. Uma perícia no corpo do outro menino já foi solicitada. O caso está sendo apurado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).