Quatro suspeitos são presos por morte de mulher trans em Itapemirim

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Quatro suspeitos são presos por morte de mulher trans em Itapemirim

Segundo delegado Djalma Lemos, Anna Souza foi morta porque iria ser testemunha de acusação em um júri sobre um homicídio ocorrido em Piúma

Marcelo Pereira

Redação Folha Vitória
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Anna Maria Max de Souza, de 28 ano, foi morta com quatro tiros em 2 de maio, em Itapemirim

Quatro suspeitos de envolvimento na morte de uma mulher transexual, identificada como Anna Maria Max de Souza, de 28 anos, foram presos na última segunda-feira (23). O crime aconteceu no dia 1 de maio, no bairro Maraguá, em Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. Anna Maria levou quatro tiros.

As prisões aconteceram em Araruama, no Rio de Janeiro; em Iriri, no município de Anchieta; e em Marataízes. Um quinto participante do homicídio está foragido no Estado do Rio de Janeiro.

Segundo o chefe da 9ª Delegacia Regional de Itapemirim, delegado Djalma Pereira Lemos, a vítima foi encontrada abandonada e sem documentos de identificação.

“Realizamos a identificação da vítima, por meio de coleta de depoimento de testemunhas e familiares, e depois identificamos o veículo utilizado pelos suspeitos para levar a mulher ao local de sua execução. A vítima, ao sair com os autores do crime, temia ser morta e ligou para um familiar, avisando que estaria saindo com pessoas suspeitas", contou.

Vítima iria participar de um júri como testemunha de acusação

De acordo com Lemos, a mulher foi atraída no município de Anchieta e levada para Itapemirim, onde foi executada e abandonada.

“A vítima seria testemunha de acusação, em um júri que seria realizado no dia 4 de maio, a respeito de um homicídio de 2018, que ocorreu na Ilha do Gambá, em Piúma. No dia do crime, o parceiro dela foi executado com um tiro na nuca enquanto eles estavam tendo relação sexual. Na época, ela conseguiu escapar dos tiros e reconheceu os suspeitos. Ela foi morta para que não testemunhasse nesse processo”, relatou o delegado.

Ainda segundo Lemos, ao todo, cinco suspeitos foram identificados no crime, até o momento. “Dois irmãos ‘pistoleiros’ de Araruama, no Rio, que vieram ao Estado a pedido e intermédio de seu irmão de criação que morava em Marataízes, um segurança que trabalhava em uma loja comercial e tinha um terreno próximo ao local onde a mulher foi morta. Os três ainda contrataram uma quarta pessoa, dona do veículo utilizado no crime. O quinto envolvido seria o pai do ex-companheiro da mulher, morto em 2018. Ele não aceitava o relacionamento dos dois”, contou.

Os suspeitos responderão por homicídio qualificado. Após o cumprimento de mandado de prisão temporária, os três suspeitos detidos em Anchieta e Marataízes foram encaminhados ao sistema prisional capixaba. Já o suspeito detido no Rio de Janeiro, foi transferido pela equipe da 9ª Delegacia Regional de Itapemirim, para o Espírito Santo.

As investigações continuam com intuito de deter o quinto suspeito, que está foragido no Estado do Rio de Janeiro. “Divulgamos a foto do quinto indivíduo para a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, que está sendo procurado por nossos colegas do Rio de Janeiro, já que este lá se encontra homiziado”, afirmou o delegado.

As prisões aconteceram durante a operação denominada “ANNA” realizada por policiais civis da 9ª Delegacia Regional de Itapemirim, em parceria com a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), e com o apoio das Guardas Municipais de Itapemirim e Marataízes.

Os nomes dos presos não foram divulgados pela polícia.

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