Força-tarefa para evitar furtos e roubos de cargas no Espírito Santo

Polícia

Força-tarefa para evitar furtos e roubos de cargas no Espírito Santo

Grupo é composto pelas polícias, além de outros órgãos estaduais e federais e da sociedade civil. Objetivo é manter o Estado entre os que menos registram esse tipo de crime

Ações têm como objetivo prevenir os casos de furtos e roubos de cargas no Estado Foto: Agência Brasil

O Espírito Santo passa a contar, a partir desta terça-feira (23), com uma força-tarefa que visa a combater os casos de furtos e roubos de cargas no Estado. O grupo de trabalho é composto pelas polícias Civil e Militar, além da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Receita Federal, Secretaria da Fazenda e entidades da sociedade civil organizada.

De acordo com o subsecretário de Estado de Integração Institucional, Guilherme Pacífico da Silva, responsável por coordenar os trabalhos da equipe, o Espírito Santo não está entre os estados com maior incidência de furtos e roubos de cargas no Brasil. No entanto, ele ressalta que a ação será de prevenção para que o Estado se mantenha nesse patamar.

"Será um trabalho preventivo. Ele será articulado e integrado entre todas as forças, visando manter os atuais indicadores. Atualmente 85% dos furtos e roubos de cargas acontecem na região sudeste. Desse percentual, o Espírito Santo só responde por 1%. A grande maioria dos casos está em São Paulo, Rio de Janeiro e região metropolitana de Belo Horizonte. Além disso, há muitos casos no sul da Bahia, que também é próximo do Espírito Santo", explicou.

Segundo o subsecretário, neste ano o Estado registrou 17 casos de furtos ou roubos de cargas, enquanto no Rio de Janeiro, por exemplo, o número de ocorrências do tipo chegou à casa dos milhares. Além disso, Pacífico ressalta que o prejuízo das empresas de transporte de carga, em todo o Brasil, no ano passado, foi de R$ 2,2 bilhões, enquanto no Espírito Santo essa cifra não chegou a R$ 100 mil. Vale lembrar que esse valor é referente às cargas não recuperadas.

De acordo com o subsecretário, no Estado as cargas mais roubadas foram de cigarros, seguidas de equipamentos eletrônicos. Já no cenário nacional, os eletrônicos lideram, seguidos dos cigarros. Guilherme Pacífico destacou ainda que 65% dos roubos ocorridos em território capixaba foram em áreas urbanas e a grande maioria aconteceu no horário de 8 horas ao meio-dia.

O subsecretário ressaltou que atualmente não há uma quadrilha especializada nesse tipo de crime no Espírito Santo e que os furtos e roubos registrados neste ano foram cometidos, em sua grande maioria, por criminosos de fora do Estado.

"Atualmente o que tem ocorrido nos últimos casos elucidados no Espírito Santo é a participação de entes de outros estados, os chamados 'forasteiros'. Normalmente eles não são conhecidos pela nossa polícia e vêm acompanhando essas cargas de fora do Estado. Então, para dificultar o trabalho da polícia, eles costumam cometer esses crimes fora de sua zona de atuação", apontou.

Guilherme Pacífico lembrou ainda que a última quadrilha especializada em roubos de cargas que atuava no Espírito Santo foi presa no ano passadoEntre outros crimes, ela é responsável por roubar uma carga avaliada em R$ 1,2 milhão do galpão da empresa aérea TAM, no Aeroporto de Vitória, em maio de 2014.

Trabalhos

Segundo o subsecretário, os trabalhos do grupo tiveram início oficialmente nesta terça-feira. Pela manhã, foi realizado um workshop com uma apresentação do cenário de furtos e roubos de cargas na Região Sudeste e no Brasil e como o Espírito Santo se insere nesse contexto. Além disso, foram expostos os desafios propostos pelo secretário estadual de Segurança Pública, André Garcia.

Já durante à tarde, houve uma reunião do setores de inteligência das polícias, para começar a preparar as estratégias de atuação, além de permitir a troca de informação entre as instituições.