Gêmeo espancado por mãe e padrasto continua internado no Espírito Santo

Polícia

Gêmeo espancado por mãe e padrasto continua internado no Espírito Santo

O pai das crianças, que morava no Rio de Janeiro, largou o emprego e veio para o Espírito Santo para cuidar dos filhos. A mãe e o padrasto dos meninos foram presos

O menino permanece internado Foto: TV Vitória

A recuperação dos irmãos gêmeos de dois anos, que foram espancados pelo padrasto e pela mãe, ainda não terminou. Um dos meninos, após apanhar, foi internado em estado grave com diversas fraturas e traumatismo craniano. Um mês após o crime, ele permanece no Hospital Infantil em Vitória. A outra criança, que teve um dos braços quebrado, se recupera em casa.

Por conta das agressões, o pai das crianças, que morava no Rio de Janeiro, largou o emprego e veio para o Espírito Santo para cuidar dos filhos. A mãe e o padrasto dos meninos foram presos e o pai das vítimas espera por justiça. “Eu fico com eles direto. Eu converso com ele, só que ele ainda não responde”, contou o pai sobre o filho que ainda está internado.

No início do mês passado, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) recebeu uma denúncia de que os irmãos gêmeos estariam sendo maltratados pela mãe e pelo padrasto, depois que uma das crianças deu entrada no hospital. Segundo a mãe, ela teria caído da escada. Mas após a realização de exames, ficou comprovado de que as lesões não foram provocadas por uma queda. 

A criança que teve o braço quebrado está em casa Foto: TV Vitória

Durante o atendimento, médicos descobriram que o irmão da criança também estava com braço quebrado. Sem saber o que poderia acontecer, o pai se arrepende de ter ido para o Rio de Janeiro. “A minha vontade sempre foi de tomar as crianças dela, mas não tem condições de fazer o que queremos. Como as minhas condições não eram boas, eu não tinha como ganhar na Justiça”, afirmou. 

De acordo com ele, o estado de saúde do menino de dois anos permanece estável, porém ainda crítico, e não há previsão para que ele receba alta, já que a evolução acontece de maneira lenta. Agora a única esperança do pai é de ver o filho bem e voltar a sorrir. “Meu sonho é poder o ver bem, correndo, sendo uma criança normal como ele era”, destacou.