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Estudo aponta a Serra como município capixaba com a maior taxa de mortes violentas

Polícia

Estudo aponta a Serra como município capixaba com a maior taxa de mortes violentas

Segundo o Atlas da Violência 2018, o município da Grande Vitória registrou 59,9 mortes violentas por 100 mil habitantes em 2016

Rodrigo Araújo

Redação Folha Vitória
A taxa de homicídios na Serra foi a maior do Estado registrada em 2016 | Foto: Reprodução

A Serra foi o município capixaba com a maior taxa de mortes violentas registradas no ano de 2016. De acordo com a pesquisa Atlas da Violência 2018 – Políticas Públicas e Retratos dos Municípios Brasileiros, o município registrou, no período, 59,9 mortes violentas por 100 mil habitantes - entre homicídios e mortes violentas com causa indeterminada.

Ainda segundo o estudo, lançado nesta sexta-feira (15) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), São Mateus aparece na segunda colocação no Estado, com uma taxa de 56,9 mortes por 100 mil habitantes. Em seguida, aparecem: Cariacica (48,1), Guarapari (40,3), Vila Velha (38,8), Linhares (36,6), Cachoeiro de Itapemirim (30,4), Colatina (28,3) e Vitória (23,1).

O levantamento apontou ainda que Serra, Cariacica e Vila Velha estão entre os 123 municípios brasileiros que concentraram 50% das mortes violentas no país em 2016. Além disso, Vitória aparece na segunda colocação, ao lado de Florianópolis (SC), do ranking das capitais com as menores taxas de mortes violentas.

Ao todo, foram analisados 309 municípios brasileiros, ou seja, todos aqueles que tinham mais de 100 mil habitantes em 2016. Os três mais pacíficos, segundo o Atlas da Violência 2018, são: Brusque (SC), Atibaia (SP) e Jaraguá do Sul (SC). Os três mais violentos são: Queimados (RJ), Eunápolis (BA) e Simões Filho (BA). Enquanto os três mais pacíficos apresentam taxas de morte violenta de 4,8 a 5,4 a cada 100 mil habitantes, os três mais violentos têm taxas de 107,7 a 134,9.

A pesquisa considera mortes violentas a soma de agressões, intervenções legais e mortes violentas com causa indeterminada, tomando como referência o município de residência da vítima. Os dados analisados são de 2016, último ano disponível no Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde.

O estudo conclui, ainda, que há uma correlação entre as condições educacionais, de oportunidades laborais e de vulnerabilidade econômica e a prevalência de mortes violentas. Para isso, analisou indicadores de educação infanto-juvenil, pobreza, gravidez na adolescência, habitação, mercado de trabalho e vulnerabilidade juvenil. Os municípios com menor acesso à educação, com maior população em situação de pobreza e maiores taxas de desocupação apresentam maiores taxas de mortalidade violenta.

De forma coerente com o que foi apresentado na edição do Atlas da Violência 2018, apresentada no último dia 5, observou-se maior prevalência de violência letal em municípios localizados nas regiões Norte e Nordeste do país. Além disso, nos municípios com as piores taxas, metade das mortes violentas aconteceu em no máximo 10% dos bairros.