Após 1 ano, família de idosa assassinada em Vila Velha ainda espera respostas sobre crime

Polícia

Após 1 ano, família de idosa assassinada em Vila Velha ainda espera respostas sobre crime

Desde a morte brutal da idosa Ategildes Torezani, de 73 anos, a casa em que ela morava já foi invadida nove vezes

Foto: Reprodução / TV Vitória

Mesmo depois um ano da morte brutal de Atagildes Torenzani, a família continua sem respostas para o crime. A idosa, de 73 anos, foi morta após sofrer violência sexual, ser espancada e ter os ossos do rosto quebrados no bairro Itaparica, em Vila Velha.

Atagildes era aposentada e tinha como renda, o aluguel de lojas. O assassinato aconteceu no dia 16 de junho de 2020, data em que ela teria recebido o dinheiro dos aluguéis.

"Ela tinha agendado para um senhor vir conversar com ela sobre o aluguel da loja. Ele veio, o portão estava aberto, a porta estava aberta e ele já encontrou a casa revirada", contou o filho da vítima, o radialista Dalton Moraes.

O dinheiro não foi encontrado no local e o celular da vítima também foi levado. As investigações apontam que pelo menos três homens participaram do crime.

"A forma brutal que ela foi assassinada nos deixa muito preocupados porque foi tanta violência que eu só reconheci minha mãe pelas mãos dela", disse Dalton.

Após um ano do crime brutal, além da saudade, a família sofre com o medo. Desde a morte da idosa, a casa que ela morava já foi invadida nove vezes por criminosos que entraram no local e levaram tudo o que puderam, desde televisão à pratarias. 

Para proteger o espaço, a família retirou as janelas maiores e reforçou as grades, mas o medo ainda continua pois a pessoa responsável pelo assassinato ainda está solta.

"Eu e minhas irmãs ficamos em depressão e ainda estamos com depressão e até precisamos de cuidados médicos. Ao mesmo tempo que a gente fica agoniado com a situação que ocorreu, também ficamos angustiados com a finalização sobre o que aconteceu e quem foram os autores".

A Polícia Civil informou que está empenhada em solucionar o caso e que, desde o dia do assassinato, está trabalhando com isso. De acordo com a nota enviada, as investigações estão avançadas e a polícia está aguardando o resultado do laudo pericial de confronto de DNA do suspeito com o DNA recolhido no local do crime.

Sobre as invasões à residência, a Polícia Civil informou que o 7º Distrito de Polícia de Vila Velha está tentando identificar os invasores.

* Com informações da repórter Nathália Munhão, da TV Vitória/RecordTV