Arma apontada por psiquiatra para vendedor em shopping será entregue à polícia nesta sexta

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Arma apontada por psiquiatra para vendedor em shopping será entregue à polícia nesta sexta

A informação é de Luciano Azevedo, responsável pela defesa de Bernardo Santos Carmo. O advogado disse que irá pessoalmente à delegacia entregar o objeto, que, segundo ele, é uma arma de pressão

Rodrigo Araújo

Redação Folha Vitória
Foto: reprodução da Polícia Civil

A arma apontada pelo médico psiquiatra Bernardo Santos Carmo a um funcionário da loja da rede Kalunga, no Shopping Vitória, na Enseada do Suá, será entregue à polícia nesta sexta-feira (25). Foi o que garantiu o advogado do médico, Luciano Azevedo.

Em contato com a reportagem do Folha Vitória, o advogado afirmou que ele mesmo irá ao 3º Distrito de Polícia de Vitória, na Praia do Canto, para entregar arma que o médico portava no dia dos fatos.

Segundo Azevedo, a arma, na verdade, é um simulacro. "Trata-se de uma arma de pressão, que ele utiliza para se defender de um possível assalto, por exemplo", explicou o advogado.

Foto: Divulgação/ACS
Bernardo é investigado por ameaça e porte ilegal de arma de fogo

O caso aconteceu no último dia 8. Segundo testemunhas, Bernardo passeava pelo corredor do shopping sem máscara, quando entrou na loja de papelaria e produtos eletrônicos. 

Em seguida, ele foi abordado pelo atendente, que pediu que o médico colocasse o protetor facial dentro do estabelecimento. Bernardo, no entanto, teria se recusado a colocar o equipamento de proteção.

Luciano Azevedo alegou que o psiquiatra apontou a arma falsa para o atendente porque o rapaz teria zombado do médico e o provocado. 

Bernardo prestou depoimento na delegacia da Praia do Canto, na tarde da última quarta-feira (23). Ele foi ao local acompanhado de dois advogados.

Por meio de nota, a Polícia Civil informou que as investigações continuam para coleta de elementos de informação a respeito dos crimes supostamente praticados pelo médico, que são ameaça e porte ilegal de arma de fogo. 

Ainda segundo a PCES, há outras testemunhas a serem ouvidas no curso do inquérito, inclusive, uma que acompanhava o médico no interior da loja. 

A Polícia Civil destacou ainda que todas as medidas legais foram adotadas e estão tramitando dentro do prazo legal. "Para que a apuração seja preservada, nenhuma outra informação será repassada", informou a PCES.