Gangue do tráfico “ostentava” armas e colecionava reportagens sobre crimes na Serra

Polícia

Gangue do tráfico “ostentava” armas e colecionava reportagens sobre crimes na Serra

Além das drogas e armas, a polícia encontrou recortes de jornal plastificados, que traziam reportagens sobre homicídios e tentativas cometidos pela gangue de Jean Vitor

Além dos recortes de jornal, armas e drogas foram apreeendidas Foto: TV Vitória

Um jovem de 19 anos, suspeito de tráfico de drogas, foi preso com armas, drogas e dinheiro na noite da última terça-feira (29), no bairro Vila Nova de Colares, na Serra.

Após receber a denúncia de que três rapazes estavam em dois carros, mostrando armas para a população, a polícia foi até o local. Os rapazes tentaram fugir depois que avistaram as viaturas, abandonaram os veículos e entraram em duas residências. Um dos suspeitos, identificado como Jean Vitor Gonçalves, acabou detido. Foram aprendidos um revólver calibre 32 e um revólver calibre 38, crack, maconha, e mais de R$ 500. 

O jovem afirmou que não tem envolvimento nenhum com a droga e nem com a arma. “Eu não estava fazendo nada, não estava com ninguém, eu estava dentro de casa. Eles invadiram a minha casa e me pegaram”, disse.

Além das drogas e armas, a polícia encontrou recortes de jornal plastificados, que traziam reportagens sobre homicídios e tentativas cometidos pela gangue de Jean Vitor. De acordo com o soldado Ítalo, do Grupo de Apoio Operacional (GAO), os recortes estavam afixados na porta do guarda-roupa, na casa de um dos suspeitos. “No momento em que o material foi visualizado no guarda-roupa, vimos que era como se fosse um troféu. Ali era o reduto deles, tinha uma foto da rua que tem várias pichações com apologias ao crime. Os homicídios que eram concretizados eram usados como troféus, para orgulho próprio e de seus companheiros”, afirma.

Ainda segundo o soldado, os outros dois suspeitos conseguiram fugir por um buraco nos fundos de uma casa, que saía em uma creche. “A abordagem se tornou inviável devido à periculosidade e de um possível confronto. Como policiais que somos, temos responsabilidade, não poderíamos colocar a vida de crianças em risco só para prender traficantes”, relata.

Jean Vitor disse que não conhece os rapaz que fugiram. “Eu não conhecia eles, eles eram colegas do meu primo. Não participo da gangue”, conta.

De acordo com os militares, o primo de Jean, identificado como Juliano Borges, é um dos suspeitos que conseguiu fugir. Ele deixou para trás a carteira de trabalho.