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Costureiro morto mantinha relacionamento com mulher de PM há 4 anos, diz família

Polícia

Costureiro morto mantinha relacionamento com mulher de PM há 4 anos, diz família

A vítima foi morta a tiros por Iltemir no apartamento que o policial, a mulher e dois filhos moram

Anderson conheceu a mulher em um curso / Foto: Reprodução TV Vitória

Familiares do costureiro morto por um policial militar decidiram quebrar o silêncio. Com exclusividade, eles contaram para a equipe da TV Vitória que Anderson Carvalho dos Santos, de 31 anos, e a mulher do soldado Iltemir Araújo Machado mantinham um relacionamento amoroso desde 2014.

Segundo os investigadores, o costureiro foi morto a tiros por Iltemir no apartamento que o policial, a mulher e dois filhos moram, em Vale Encantado, Vila Velha. Todos estavam em casa no momento do crime. O suspeito disse à polícia que estava trabalhando e voltou para buscar um objeto que havia esquecido. Ao ouvir um barulho, vindo do banheiro, perguntou à mulher quem mais estaria ali. Sem esperar explicação, o PM forçou a porta e encontrou Anderson tomando banho.

Iltemir relatou que, nesse momento, começou uma briga entre ele e o costureiro. No meio da confusão, o policial disse que Anderson tentou tomar a arma e por isso atirou. O costureiro foi atingido e morreu antes da chegada de uma equipe de resgate. Um irmão da vítima suspeita da versão do soldado.

“Tem uma foto do meu irmão dentro do banheiro caído. Essa foto mostra que o banheiro do apartamento é minúsculo e ele é um policial, é treinado para imobilizar uma pessoa desarmada. O meu sentimento é de assassinato e não de autodefesa”, apontou Thiago Carvalho dos Santos.

A mulher do soldado esteve na delegacia e prestou depoimento. Disse que Anderson era apenas um amigo que estava com depressão e teria ido pedir ajuda. “Eu não vejo uma pessoa que está alegando que está num nível de depressão, igual ela fala que ele estava, com uma pessoa que pega a mãe e sai para pescar no domingo. Se procurarem há fotos e vídeos dele pescando com várias pessoas. Uma pessoa em depressão não é assim”, afirmou o irmão da vítima.

O policial continua preso desde o crime / Foto: Reprodução TV Vitória

Thiago esclareceu que a mulher e o irmão dele mantinham um relacionamento, desde 2014. “Desde a época que faziam curso técnico juntos, que foi quando eles se conheceram. Foi um momento mais conturbado do que bom, pois a família era contra. Então, se ela vinha para cá dava problema, porque minha mãe discutia e aí brigava. Ninguém aceitava, desde amigos a parentes. Todo mundo deixava bem claro que era contra e que isso não ia dar certo, que ia dar problema no final das contas”, contou.

De acordo com a família de Anderson, desde o nascimento do filho caçula da mulher, o policial soube do que havia entre ela e o costureiro. Na época o PM, por telefone, teria feito ameaças. “Ele sabia, porque quando a criança que hoje tem três anos nasceu, a enfermeira entregou o celular dela para ele. Nisso ele viu algumas conversas entre o meu irmão e ela. Foi aí que ele descobriu. Com isso ele fez uma ligação para o fixo aqui de casa, minha mãe atendeu. Ele ameaçou minha mãe, falou que ela estava sendo conivente, ameaçou colocar droga nas coisas do meu irmão e pelo fato de estar nessa bagunça e meu irmão não queria mexer com isso, não foi feito um boletim de ocorrência contra ele”, disse.

Iltemir Machado passou por audiência de custódia. Por decisão da Justiça, ele continua preso. “Justiça certa é de Deus, pois a do homem é falha. Eu sei muito bem que pelo fato dele ser um policial de 28 anos de carreira, conhece muita gente, lei em questão de militar é diferente, mas o que eu puder fazer, se tiver que lidar com advogado eu vou fazer. Não tenho raiva, não tenho mágoa dele nem dela, mas uma coisa que a bíblia diz é que cada ato tem consequência. Se a consequência dele for ser preso, que sejam”, destacou o irmão de Anderson.

Grávida, a irmã da vítima disse que sente muita falta do irmão, mas que a família avisou sobre o perigo de se envolver com a mulher. “É uma dor imensa. Uma dor que eu não sei explicar, porque ele tirou um pedaço de mim. Ele era um pai para mim. Ele sempre cuidou de mim. Por ser o irmão mais velho ele sempre me ajudou. Quando eu casei eu quis que ele tivesse o privilégio de entrar comigo. É muito difícil saber que meu irmão não mexia com nada errado, mas se foi por causa de mulher. Tanto que a gente avisou, que essa mulher ia acabar com a vida dele. O meu irmão não ouviu a gente”, relatou Lorayni Lopes.