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“Ela agiu sem saber”, diz irmão de jovem morta em assalto na Serra

Polícia

“Ela agiu sem saber”, diz irmão de jovem morta em assalto na Serra

Ele acredita que a irmã foi ajudar os supostos amigos e não sabia sobre o assalto

A jovem fazia faculdade de fisioterapia e tinha boas condições / Foto: Reprodução Facebook

O irmão da jovem Rayane Santos Santana, de 20 anos, morta durante uma troca de tiros após um assalto, acredita que era não sabia do crime. Tudo aconteceu em Jacaraípe, na Serra. Segundo Rodrigo Santana, ela tinha boas condições financeiras e não precisava disso. Ele acredita que ela estava com as pessoas erradas na hora errada.

Segundo o irmão de Rayane, ela começou a ter problemas psicológicos após um acidente onde a mãe dos dois não resistiu e morreu. Isso aconteceu no ano passado e a jovem presenciou tudo. Leda Santos Santana, de 47 anos, estava com os dois filhos no carro após saírem de uma festa.

“O que eu acho que pode ter acontecido com minha irmã era que ela estava muito desequilibrada psicologicamente por conta do trauma que teve com a morte da nossa mãe, pois ela viu a mãe desfigurada no acidente de carro. Ela não precisava disso. Ela recebia um dinheiro bom da nossa mãe e ainda iria receber do pai dela. Então ela tinha condições boas, muito boas, só que ela por alguma razão se envolveu com essas pessoas que diziam ser amigos dela e foi dar carona sem saber do risco que estava se metendo”, disse Rodrigo.

Para o jovem, ela só percebeu o que estava acontecendo quando viu os assaltantes entrando no carro dela e pedindo para ela fugir. “Foi quando ela se desesperou, pois o carro dela tinha a marcha ruim. Se arrancasse com o carro rapidamente sempre morria. Além disso tinha informações minha e dela atrás do carro, que poderia comprometer ela. Por isso eu ainda acho que ela não estava com essa intenção quando foi dar carona para esses ‘tais amigos’. Quando ela estava saindo com o carro que o policial atirou. Ela foi dirigindo até a praia e quando percebeu que não iria conseguir mais dirigir, saiu do carro e correu em direção ao quiosque pedindo ajuda, mas não resistiu e morreu”, contou.

Dia do crime

Segundo Rodrigo, no dia do crime ela saiu bem cedo, sozinha, para ir a praia. “Ela foi com o novo biquíni que ela comprou no dia anterior. Nessa hora eu estava dormindo e quando eu acordei ela estava chegando. Voltei a dormir e nisso eu estava sentindo um pouco de angústia e acordei novamente. Quando fui procurá-la, ela estava em frente ao portão da nossa casa conversando com um cara muito estranho. Foi aí que perguntei quem era aquele homem e ela me respondeu que era apenas uma amigo”.

O irmão de Rayane disse que o dia estava normal, mas ela estava com uma fisionomia triste. “Até pediu para eu fazer carinho no cabelo dela e eu fiz, depois fui para o meu trabalho. Às 18 horas, quando eu estava quase chegando no meu destino, ela me ligou perguntando onde estava a chave do carro dela. Essa foi a última vez que falei com ela e aí só por volta das 22 horas eu recebi a notícia do ocorrido”, lembrou.

Amizades

Rodrigo disse que a irmã sempre foi de fazer muitas amizades e gostava de ajudar todos. “Ela sempre foi de ter todos os tipos de amizades, mas só porque ela gostava de todos. Sempre ajudava quando eles precisavam. Ela era uma pessoa boa, mas nunca se envolveu com essas coisas. Ela fazia fisioterapia e ia pagar minha faculdade ano que vem”, disse.

O irmão de Rayane afirma entender a posição dos policiais em momentos como esse, mas destacou que poderiam ter tido mais cuidado. "Eu acho que eu entendo o trabalho deles de pegar os malfeitores, mas se ele não tivesse atirado daquele jeito ela não teria se ferido. Eu espero que eles sejam mais inteligentes a respeito disso, porque minha irmã não tinha envolvimento com isso. Entendo, pois como diz o ditado: 'quem com porco se mistura, farelo come'. Nesse caso poderia se encaixar", destacou.

Mesmo assim ele disse que ficou indignado com a forma que o policial agiu. "O policial começou a atirar no carro sem sequer saber quem estava dentro. Eles não podem fazer isso, porque  se por acaso tivesse uma criança lá e se minha irmã não tinha nada a ver e o bandido do nada queria entrar lá?", afirmou.