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Irmão de dono de carro que explodiu enquanto abastecia confessa que mentiu para a polícia

Polícia

Irmão de dono de carro que explodiu enquanto abastecia confessa que mentiu para a polícia

Reginaldo Pereira da Silva foi ouvido novamente pela Polícia Civil, nesta sexta-feira, e admitiu que o carro pertence ao irmão dele, Regimar Pereira da Silva

Rodrigo Araújo

Redação Folha Vitória
Carro explodiu enquanto era abastecido com gás em um posto de combustíveis de Vila Velha

O irmão do dono do carro que explodiu enquanto era abastecido em um posto de combustíveis na última terça-feira (10) confessou à polícia que mentiu em depoimento, ao afirmar que o veículo pertencia a um jovem de 24 anos. Reginaldo Pereira da Silva, de 42 anos, foi ouvido novamente pela Polícia Civil, nesta sexta-feira (13), e admitiu que o dono do carro é realmente o irmão dele, Regimar Pereira da Silva, de 40 anos, mais conhecido como Mazinho.

Segundo o titular da 2ª Delegacia Regional de Vila Velha, delegado Marcelo Nolasco, Reginaldo disse que o irmão havia comprado o veículo de um vizinho há cerca de 50 dias e que o carro realmente possuía um kit gás regular, antes de ser instalado nele duas botijas de gás de cozinha.

"Ele disse que, no dia da explosão, o irmão dele pediu para levar o carro até o posto e foram eles dois e mais um menino, sobrinho deles. Falou também que o carro tinha mesmo o kit gás original antes, mas que ele não sabe se foi o irmão dele que tirou e que colocou a gambiarra. Mas ele comprovou que o irmão dele comprou esse carro e que não vendeu para ninguém mais depois. Então nós temos agora 200% de certeza que o Mazinho é o dono do carro e o responsável por esse ato", afirmou Nolasco.

Mazinho prestou depoimento novamente nesta sexta e reafirmou não ser dono do carro

Em depoimento na última quarta-feira (11), os dois irmãos afirmaram que o carro pertencia a Jackson Almeida Santos e que eles estavam com o veículo porque estariam prestando um serviço para ele. No entanto, a polícia descobriu que os dois estavam mentindo e que, na verdade o carro pertencia a Mazinho.

De acordo com o delegado, os dois combinaram de incriminar Jackson, aproveitando que ele havia fugido do bairro onde mora. "O Regimar se aproveitou de uma situação. Ele sabia que esse Jackson estava com problema no bairro, que estava com uma questão com um outro cara lá, e estava fugido do bairro. Ele aproveitou disso e jogou o crime nas costas do Jackson, que não tem nada a ver com a explosão desse carro", ressaltou.

Ainda segundo Nolasco, Reginaldo afirmou que mentiu em depoimento para não prejudicar o irmão. Por causa da mentira, ele inicialmente seria autuado por denunciação caluniosa, que é atribuir falsamente um crime a alguém. No entanto, segundo o delegado, o fato de Reginaldo ter voltado atrás poderá ser levado em consideração pela Justiça.

"O Reginaldo hoje voluntariamente, perante mim, botou a mão na consciência e desfez tudo que ele tinha falado antes. Ele falou: 'eu menti para ajudar meu irmão. Eu menti com pena do meu irmão. Ele me pediu, para não ser preso'. Então nós temos aí uma falsidade, que foi prestada perante um delegado, mas ele voltou atrás, ele desmentiu. Então nós vamos mostrar para a Justiça que ele voltou atrás e que ele está colaborando com a gente", frisou Nolasco.

Já Mazinho, segundo o delegado, reponderá por três crimes: pela instalação irregular do gás, pela explosão no posto e por denunciação caluniosa. Ele também esteve na delegacia, na manhã desta sexta-feira, mas continuou negando ser o dono do carro.

"O Regimar, acompanhado de advogado, falou que mantinha o que falou antes e que não ia prestar declaração nenhuma mais, que não ia responder a nada que eu perguntasse", afirmou.

Marcelo Nolasco informou também que não há possibilidade de Mazinho ser preso em flagrante, em virtude do tempo decorrido do fato até agora. No entanto, segundo o delegado, o caso será encaminhado à Justiça, que decidirá o que vai acontecer com o dono do carro.

"Nós vamos agora encaminhar os autos para a Justiça o mais breve possível, na semana que vem, e esperamos o posicionamento da Justiça. Em relação ao Regimar, ele que aguarde semana que vem o que vai acontecer com ele", afirmou Nolasco.