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Reviravolta! Polícia descobre verdadeiro dono de carro que explodiu em posto de Vila Velha

Polícia

Reviravolta! Polícia descobre verdadeiro dono de carro que explodiu em posto de Vila Velha

Segundo o delegado Marcelo Nolasco, veículo pertence a Regimar Pereira da Silva, o Mazinho, que, em depoimento, disse que ele pertencia a Jackson Almeida

Rodrigo Araújo

Redação Folha Vitória
Segundo a polícia, verdadeiro dono do carro é Regimar, que está foragido | Foto: Reprodução

A polícia descobriu, na tarde desta quinta-feira (12), que o verdadeiro dono do carro que explodiu enquanto era abastecido em um posto de combustíveis em Cobilândia, Vila Velha, na noite da última terça-feira (10), é Regimar Pereira da Silva, de 40 anos, mais conhecido como Mazinho. Ele chegou a prestar depoimento à polícia um dia depois do ocorrido, mas não foi mais localizado.

Mazinho e o irmão, Reginaldo Pereira da Silva, de 42 anos, aparecem nas imagens de videomonitoramento do posto, que registrou o momento exato da explosão. Nas imagens, Mazinho aparece com uma camisa vermelha, dirigindo uma caminhonete branca e rebocando o Escort, que acabou explodindo logo depois. Na direção do veículo, estava Reginaldo, que aparece com uma camisa branca e usando muletas.

Os dois irmãos foram ouvidos pela Polícia Civil na tarde de quarta-feira (11) e disseram que o Escort pertencia a Jackson Almeida Santos, de 24 anos. Segundo eles, o rapaz estava junto com eles no momento da explosão e seria o indivíduo que, nas imagens, aparece com a camisa de um time de futebol.

No entanto, o titular da 2ª Delegacia Regional de Vila Velha, delegado Marcelo Nolasco, afirmou, em entrevista exclusiva para o programa Cidade Alerta Espírito Santo, da TV Vitória/Record TV, que os dois mentiram em depoimento. Segundo o delegado, o carro pertence a Mazinho. Além disso, o rapaz com a camisa de time, na verdade, é um adolescente de 15 anos, sobrinho dos dois irmãos.

"Eles aproveitaram que o Jackson está fugido do bairro deles, por um outro problema, e jogaram nas costas dele essa situação, falando que o rapaz com a camisa 10 seria o Jackson, que teria contratado o frete deles. Mentira! O garoto com a camisa 10 é sobrinho deles, que estava indo junto para abastecer o carro, a pedido do tio", afirmou Nolasco.

Carro ficou completamente destruído após a explosão | Foto: Camila Ferreira/TV Vitória

De acordo com o delegado, por causa da mentira ambos responderão por denunciação caluniosa. "Eles mentiram! Eles imputaram um crime ao Jackson. Cometeram um delito chamado denunciação caluniosa, imputando a uma pessoa dois crimes que ela não cometeu e eles sabiam que ela não havia cometido", destacou.

Sobre o fato de um dos frentistas ter reconhecido Jackson como uma pessoa que frequentemente ia ao posto abastecer o veículo, Marcelo Nolasco disse que o funcionário não mentiu. "O frentista, no dia seguinte à explosão, falou: 'o Jackson já esteve aqui várias vezes com esses Escort abastecendo'. E realmente já esteve, mas porque o dono anterior do carro, ou seja, a pessoa que vendeu o carro para o Mazinho era amigo do Jackson e emprestava o carro para ele", explicou.

Ainda de acordo com o delegado, Mazinho comprou o veículo com um kit GNV regular, mas acabou trocando o cilindro por duas botijas de gás de cozinha. "Ele adquiriu o carro de um vizinho, há cerca de dois meses, com um kit gás legalizado. Ele então tirou esse kit gás do Escort, colocou na caminhonete que ele usa e, com certeza, providenciou pelas próprias mãos ou mandou alguém fazer essa gambiarra, que explodiu e quase matou pessoas no posto", frisou Nolasco.

Segundo o delegado, os dois irmãos, ao descobrirem que a polícia já sabia da verdade, não foram mais localizados. "Nós ouvimos os donos anteriores do carro e essas pessoas falaram que o carro era do Mazinho. Chegamos ao adolescente, ouvimos o adolescente hoje, que confirmou que o carro era do tio dele e que não tinha nada a ver com o Jackson. Aí eles, sabendo que a coisa tinha pegado para o lado deles, que a gente tinha descoberto toda a verdade, fugiram e só mandaram dois advogados na delegacia hoje, para ver como está a investigação, e não apareceram mais", contou.