• Velocidade do vento

  • Previsão de chuva

  • Nascer do sol

  • Por do sol

Umidade relativa do ar: Índice de raios UV:

Agredir suspeitos após crime pode resultar em prisão; casos são recorrentes na Grande Vitória

Polícia

Agredir suspeitos após crime pode resultar em prisão; casos são recorrentes na Grande Vitória

Pela lei, é permitido que qualquer cidadão dê voz de prisão para criminosos em flagrante, no entanto, essa mesma pessoa deve imediatamente acionar a polícia

Foto: Imagens de videomonitoramento

Ser vítima de assalto traz diversos sentimentos ruins para a pessoa que passou pela situação, e às vezes, o sentimento de revolta de que o criminoso poderá ficará impune acaba fazendo com que a vítima, ou até mesmo populares, façam justiça com as próprias mãos.

Na segunda-feira (29) e na terça (30), dois casos de roubos terminaram com os suspeitos sendo agredidos por populares, mas segundo a lei, praticar esse tipo de ato é crime. 

O primeiro caso aconteceu no bairro Santana, em Cariacica. Uma enfermeira, de 55 anos, foi agredida durante um roubo de sua bolsa. Logo depois, o suspeito foi localizado por moradores e agredido até a chegada da polícia. 

No dia seguinte a este caso, uma outra enfermeira também foi rendida em Cariacica. A vítima, uma jovem de 26 anos, lutou com o bandido. Que também acabou sendo dominado por populares e agredido. 

De acordo com o delegado Fábio Pedroto, quem agride encontra na insegurança e na injustiça os motivos para justificar a ação. Mas fazer justiça com as próprias mãos, ressalta Fábio, não é atributo da sociedade. 

Um dos problemas do linchamento popular é que, em muitos casos, as pessoas agem de forma precipitada.  Pela lei, é permitido que qualquer cidadão dê voz de prisão para criminosos em flagrante, no entanto, essa mesma pessoa deve imediatamente acionar a polícia.  Segundo o delegado, agredir qualquer pessoa nesse tipo específico de situação é crime e a pena pode chegar a 12 anos. 

A autuação pode variar entre lesão corporal, homicídio e crime de exercício arbitrário das próprias razões. O delegado explica que dificilmente essas agressoes ocorrem em bairros nobres, sendo esta atitude mais comum em bairros periféricos. 

*Com informações da repórter Suellen Araújo / TV Vitória