Dondoni se entrega à polícia em Minas Gerais após ter prisão decretada pela Justiça

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Dondoni se entrega à polícia em Minas Gerais após ter prisão decretada pela Justiça

Empresário Wagner Dondoni é acusado de provocar um acidente na BR-101, em Viana, que resultou na morte de três pessoas de uma mesma família em 2008

Foto: Reprodução

O empresário Wagner Dondoni, de 53 anos, se apresentou, nesta quinta-feira (08), na Delegacia de Polícia Civil do município de Coronel Fabriciano, no interior de Minas Gerais. 

Ele é acusado de provocar um acidente na BR-101, em Viana, há 13 anos que resultou na morte de três pessoas de uma mesma família. Segundo a Justiça, ele estaria embriagado.  

Dondoni foi condenado, em 2018, a 24 anos e 11 meses de prisão em regime fechado. No entanto, o empresário conseguiu um habeas corpus e, desde então, estava em liberdade.

O juiz Romilton Alves Vieira Junior, da 1ª Vara Criminal de Viana, expediu um mandado de prisão esta semana, com validade até o ano de 2041, e determinou que Dondoni fosse preso.

O advogado de Dondoni afirmou que a defesa irá acionar as instâncias competentes para buscar a redução da pena.

Sobre a transferência de Dondoni, o Tribunal de Justiça informou que a transferência de presos de um estado da Federação para outro é denominada de recambiamento e fica a cargo das respectivas Secretárias de Justiça (ou Administração Prisional). 

Foi informado ainda que o preso condenado tem o direito de cumprir a pena em local mais próximo de sua família. No Espírito Santo, essas transferências são requeridas administrativamente perante a SEJUS pelo preso ou por seus familiares. Uma vez deferida, a efetivação fica condicionada aos trâmites administrativos para o seu cumprimento.

Foto: Reprodução TV Vitória

Entenda o caso

No dia 20 de abril de 2008, uma caminhonete guiada por Wagner Dondoni colidiu com um carro dirigido pelo cabeleireiro Ronaldo Andrade, por volta das 7 horas. 

O acidente aconteceu na altura do quilômetro 304, da BR 101, em Viana. Ronaldo e a família seguiam para Guaçuí, no sul do Estado.

Morreram no acidente: os filhos de Ronaldo, Rafael Scalfone Andrade, de 13 anos, e Ronald, filho caçula, de 3 anos. Maria Sueli Costa Miranda, de 29 anos, mulher de Ronaldo, ficou internada três dias, mas não resistiu.

No dia do acidente, um exame de embriaguez feito no empresário, por coleta de sangue, dez horas após o crime, comprovou que Wagner Dondoni dirigiu sob influência de álcool. Logo após o acidente, Dondoni foi detido e encaminhado ao DPJ de Cariacica, mas foi liberado após pagar fiança estipulada em pouco mais de R$ 2 mil.

No dia 24 de abril de 2008, Dondoni foi novamente preso ao depor, mas, em setembro daquele ano, foi novamente posto em liberdade.

Após ser julgado e condenado no dia 6 de novembro de 2018, o empresário ficou mais de 20 dias foragido, até se apresentar na Superintendência de Polícia Interestadual e de Capturas (Supic), em Vitória, no dia 30 do mesmo mês.