"Ele tinha medo de morrer e resolveu se entregar", conta delegado sobre suspeito de estupro

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"Ele tinha medo de morrer e resolveu se entregar", conta delegado sobre suspeito de estupro

De acordo com as investigações, o homem sabia que o cerco estava sendo fechado e entrou em contato com um policial de São Mateus dizendo onde estava escondido

Foto: Reprodução

Em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (18), a polícia deu detalhes das investigações e de como aconteceu a prisão do homem acusado de estuprar e engravidar a sobrinha, de 10 anos, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo.

A prisão dele foi realizada por uma equipe da Polícia Civil de São Mateus na madrugada desta terça-feira (18), na região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Durante todo final de semana, a polícia informou que realizou buscas no Espírito Santo, na divisa com a Bahia, e em Minas Gerais, nas cidades de Nanuque e na região metropolitana de Belo Horizonte, onde o homem foi localizado nesta terça-feira (18).

Segundo a polícia, desde que a notícia de que a menina estava grávida se espalhou, o homem fugiu de São Mateus. O suspeito foi encontrado escondido na casa de parentes.

Ainda de acordo com as investigações, ele sabia que o cerco estava sendo fechado e ele entrou em contato com um policial de São Mateus dizendo onde estava e que iria se entregar. "Ele já temia pela integridade física dele, tinha medo de morrer e resolveu se entregar", contou superintendente de Polícia Regional Norte, delegado Ícaro Ruginsk.

Num vídeo que circula nas redes sociais e em aplicativos de mensagens, o homem afirma que outras pessoas da família da menina também teriam praticado abusos contra ela. Porém, segundo os investigadores, a polícia trabalha com a informação de que o crime foi cometido apenas por ele. 

O homem confessou, informalmente, que tinha relações com a menina desde 2019 e disse que eles teriam um relacionamento, sendo os atos sexuais consentidos. Porém, por se tratar de uma menor de idade, o caso é considerado estupro de vulnerável. A pena máxima pode ser de 8 a 15 anos e ainda poderá ser aumentada por conta de agravantes relacionados ao caso.

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