Júri do caso Camata: 'Vou revisitar a maior dor que já tive', diz Rita Camata

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Júri do caso Camata: 'Vou revisitar a maior dor que já tive', diz Rita Camata

A viúva de Gerson Camata chegou ao Fórum Criminal de Vitória acompanhada do filho

Thaiz Blunck e Marcelo Pereira

Redação Folha Vitória
Foto: Marcelo Pereira / Folha Vitória
Rita Camata chegou ao Fórum acompanhada do filho, Bruno David

Rita Camata, ex-deputada federal e viúva de Gerson Camata, compareceu ao Fórum Criminal de Vitória na manhã desta terça-feira (3), para o julgamento de Marcos Venício, acusado de assassinar o ex-governador do Espírito Santo. 

Acompanhada do filho, Bruno David Paste Camata, Rita abraçou alguns familiares e amigos que estavam na porta do Fórum e falou brevemente com a imprensa. 

"É um dia triste. Eu vou revisitar a maior dor que já tive em minha vida, mas acredito que haverá justiça", afirmou Rita. 

O julgamento, que começou às 09h e pode durar até três dias, acontece dois anos e meio depois do assassinato de Gerson Camata, ocorrido em dezembro de 2018.

A defesa afirmou que não espera por absolvição, e que vai apresentar a cronologia dos fatos desde 1986, quando Marcos Vinício e Gerson Camata se conheceram. 

O réu será julgado por homicídio qualificado e porte ilegal de arma. A pena máxima é de 34 anos de prisão.

Posicionamento da defesa de Marcos Venício

Antes de entrar no Fórum, o advogado Homero Mafra, responsável pela defesa de Marcos Venício, falou sobre a expectativa para o júri. "Julgamento tranquilo, com respeito ao acusado, respeito às provas. Um julgamento sereno", disse. 

Doze testemunhas serão ouvidas: sete de acusação e cinco de defesa. Após os interrogatórios e os argumentos da acusação e da defesa, o júri então decide.

Gerson Camata foi morto no dia seguinte ao Natal

Foto: Reprodução

Gerson Camata foi assassinado com um tiro no pescoço, no dia 26 de dezembro de 2018, aos 77 anos, na Praia do Canto, em Vitória. Marcos Venicio, que já foi assessor de Camata, foi preso no mesmo dia e confessou o crime.

Em julho de 2019, a Justiça decidiu que Marcos Venicio, denunciado pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) por homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, fosse submetido a júri popular

Foto: Divulgação / Polícia Civil
Marcos Venício foi preso no dia do crime

Marcos Venicio é economista e era o responsável pelas finanças e pelas campanhas políticas de Camata entre os anos de 1986 e 2005. 

O ex-governador moveu um processo contra o acusado depois que ele foi a público apontar possíveis irregularidades no governo de Camata. Eles tinham uma briga desde então e o processo teria motivado o crime.

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