Polícia prende suspeito de receptar equipamento de torres e causar apagão de internet no ES

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Polícia prende suspeito de receptar equipamento de torres e causar apagão de internet no ES

O desligamento em 31 torres ocasionou a paralisação dos serviços de internet e linhas telefônicas em diversas regiões do Espírito Santo; quatro equipamentos foram recuperados pela polícia

A Polícia Civil identificou homens suspeitos de terem furtado torres de telefonia no Espírito Santo. Um dos suspeitos era funcionário terceirizado de uma operadora. Segundo as investigações, o funcionário revendia os equipamentos a um receptador, que foi preso.  

Desde o início do ano, 31 torres foram desligadas e furtadas no Estado. Entre as torres roubadas, sete ficam na Grande Vitória, sendo seis em Cariacica e uma em Vitória. Duas torres do município de Domingos Martins também foram desligadas. 

O crime mais recente aconteceu no dia 3 de junho, na região de São Pedro, em Vitória. De acordo com o delegado Gianno Trindade, a empresa prejudicada percebeu a ação dos criminosos e procurou a polícia.

"Recebemos a demanda da operadora, que estava sofrendo desligamentos de suas torres de telefonia. Eles já estavam com um material de levantamento que o setor de segurança da empresa fez. Partimos da desconfiança de haver funcionários terceirizados envolvidos", disse. 

Ainda segundo o delegado, o suspeito agia sempre da mesma forma. "O funcionário, de posse de uma ordem de serviço para reparar a torre, fazia a substituição do equipamento. Entretanto, eles voltavam mais tarde para furtar os aparelhos", explicou.  

Um suspeito, de 32 anos, responsável pela manutenção dos conversores foi localizado. O rapaz confessou o crime e disse que passava para um comprador. Na casa do receptador, em Fundão, a polícia encontrou quatro aparelhos que haviam sido furtados. As peças já havia sido anunciadas na internet.  

Foto: Divulgação/ Polícia Civil

O suspeito de receptar o material, um homem de 25 anos foi preso em flagrante. Segundo a polícia, ele irá responder pelo crime pela interrupção do serviço. A pena pode chegar há três anos de prisão, mas devido ao contexto de calamidade pública por conta da pandemia, a pena pode ser dobrada.

O crime complicou a vida de muitas pessoas. Por conta do contexto de pandemia, boa parte da população estava trabalhando em home office ou mesmo tendo aulas remotas.

O receptador teve a prisão convertida em preventiva durante a audiência de custódia. Segundo a polícia, ele já tem passagens pela Justiça. Já o funcionário da empresa terceirizada foi denunciado, mas, por enquanto, de acordo com a polícia, não será preso.  

Outros suspeitos também foram identificados e estão sendo investigados. 

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